segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fim de Semana em Gonçalves – Minas Gerais

O frio chegou pra ficar aqui no Sudeste do Brasil, e quem é de São Paulo já começa a planejar uma visita a Campos do Jordão. Mas que tal fugir desse badalo todo e ir para uma cidade tão charmosa e encantadora quanto?
Estou falando de Gonçalves, uma cidade do sul de Minas Gerais, localizada na Serra da Mantiqueira, assim como Campos do Jordão. :)

Detalhe de uma ruazinha de Gonçalves



Imagina uma cidade pequena, aconchegante, clima ameno (em setembro, mês que fui), com um comércio todo fofo e peculiar pronto para atender seus turistas e moradores; some isso a cachoeiras e paisagens maravilhosas e à fantástica gastronomia e doces mineiros, cachaça e cerveja produzida na Serra da Mantiqueira! Ai, que vontade de voltar.
Separei algumas dicas abaixo pra vocês, confira!


Hospedagem | Pousada Cabanas no Mundo
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A paz de se hospedar na serra :)


Em Gonçalves existem muitos hotéis e pousadas localizados nas montanhas. Por isso é aconselhável ir de carro, caso queira viver toda a experiência da Serra. Escolhemos ficar na Pousada Cabanas no Mundo por seus muitos atributos: cachoeira dentro da propriedade, chalés bem separados uns dos outros e bem decorados com temas de países, ofurô com vista para a montanha, lareira, café da manhã maravilhoso e muito mais.
Lugar romântico, com privacidade total e atendimento maravilhoso do casal Cláudio e Kátia. Tenho certeza você passará mais tempo na pousada do que passeando.
Mais informações: www.cabanasnomundo.com.br


Restaurante | Janela com Tramela

Foto Esq.: TripAdvisor (usuária Sandra M.) | Foto Dir.: TripAdvisor (usuária Taíssa M.)



Como ninguém é de ferro, precisávamos almoçar e a escolha de Janela com Tramela foi certeira. Comida mineira da mais alta qualidade à la carte, com cachacinha de banana e cervejas especiais da Serra. No dia que fomos não tinha som ao vivo, mas rolam umas apresentações por lá.
Mais informações: www.visitegoncalves.com.br


Passeio | Pedra Chanfrada

Por trás desse sorriso existe uma pessoa sedentária que escalou quase 2 km de subida íngreme!








Chegar ao topo da Pedra Chanfrada não foi tarefa fácil para mim, uma sedentária convicta (porém não orgulhosa). Mas valeu a pena, olha esse visual que lindo! Perfeito para parar, admirar e revigorar as energias. A trilha é tranquila, vi algumas famílias (com senhores e crianças) também subindo a pedra.
Mais informações: www.visitegoncalves.com.br


Restaurante | Ao Pé da Pedra

Foto: TripAdvisor (usuário ThBenedicto)


Este restaurante fica literalmente ao pé da Pedra Chanfrada. Mas não caia na tentação de comer antes de subir, porque nesse restaurante é impossível não comer até sair rolando! Tudo é incrivelmente delicioso, combinando a comida mineira caseira direto do fogão com o "coma o quanto quiser". Que vontade de me teletransportar pra lá agora!
Mais informações: www.visitegoncalves.com.br


Casa de Chá | Amoreria

Foto: TripAdvisor (usuária Priscila S.)

Casa de chá de boneca, a Amoreria é aquele sonho de menina que se transforma em realidade. Tudo decorado com cores suaves entre azul e rosa, tule, cadeiras de coração, um ambiente muito aconchegante com atendimento impecável. Além do serviço de chá, café, bolos e salgados, eles contam com uma loja de ervas, aromas e objetos de decoração.
Mais informações: www.tripadvisor.com.br


Sorveteria | Amama



Fica bem do lado da Amoreria, então a parada é dupla!
No Amama eu experimentei o sorvete mais diferentão da minha vida! Também, não é de se surpreender: o dono, Jay, é um árabe/alemão (ou algo assim) que viajou o mundo e se fixou em Gonçalves. Lá é tudo feito à mão, com produtos orgânicos e opções veganas. Este da foto ele mesmo recomendou, é o sorvete de Massala. Lembro do sabor bem marcante de especiarias, noz moscada e gengibre numa casquinha de fubá orgânico e linhaça.
Mais informações: www.tripadvisor.com.br


Loja de Móveis | Toque de Minas

A última parada foi nessa loja de móveis de madeira maravilhosa que entrega pra São Paulo se a peça for grande. Compramos dois bancos que felizmente couberam no carro. :)
Mais informações: www.toquedeminas.com.br


Como dá pra perceber, um fim de semana talvez seja pouco para aproveitar tudo o que Gonçalves pode oferecer. Eu, por exemplo, só visitei uma cachoeira (a da pousada) e só fiz uma trilha (Pedra Chanfrada). Se quiser aproveitar tudo, sugiro que vá em um feriado prolongado. Mas se quiser ir passar um friozinho bom da Serra, com esse clima todo especial, faça como eu e passe um fim de semana muito agradável por lá. Boa viagem!

terça-feira, 28 de março de 2017

Pagar com boleto bancário no Airbnb? Leia antes de alugar.

Este post é uma colaboração do nosso amigo Beto Rando, que alugou um apartamento no Airbnb pela primeira vez e se deparou com muitas dúvidas e poucas informações. Por isso, ele resolveu ajudar outras pessoas que possam ter o mesmo problema. Confira a super dica para que sua experiência com o Airbnb seja mais fácil e prática!





"Desde 2015 o Airbnb permite que brasileiros paguem a estada de outras formas, entre elas o famoso boleto de débito. Esse último era a escolha que eu e minha mulher tínhamos feito, afinal temos dinheiro na conta e não limite no cartão de crédito.

Estávamos fechando uma viagem para Nova York. Compramos as passagens. Passamos a manhã do sábado escolhendo o apartamento no Airbnb. E, na hora de pagar, a Lei de Murphy chega junto e mostra que quando alguma coisa pode dar errada, ela não só vai dar errado, como vai falhar miseravelmente e com as piores consequências.

Eram 17h do sábado quando terminamos de acertar os detalhes com o casal de proprietários e eles nos enviaram um convite, uma espécie de Reserva Instantânea. Foi aí que, puf, a opção de pagamento com boleto bancário sumiu.

A explicação que está no site é uma b*sta. Ela não deixa claro quais são as regras para pagamentos com boleto, por isso vou explicar melhor o que eu descobri depois de 24 horas de dor de cabeça e tentativas de atendimento em inglês e português de Portugal na central de atendimento deles:
  • Esta forma de pagamento não é válida para reserva instantânea ou com check-in inferior a 7 dias. 
  • Ela é uma opção exclusiva para quem tem residência no Brasil. 
  • Não existe restrição de país ou cidade. Pode ser um aluguel no Brasil ou fora dele. 
  • Ela só é válida se o valor da reserva for inferior a U$ 3.000. 
  • Se o anfitrião enviar uma "Reserva Instantânea", um "Pré-aprovado" ou tenha sido enviado a você uma "oferta especial", a "Reserva" vira uma "Reserva Instantânea". 
  • E aí você se lembra do primeiro item dessa lista. E o pior, fica para sempre no seu perfil. Você não pode cancelar e tentar de novo. 
Nós conseguimos resolver apenas no domingo ao meio-dia, mas fica a dica: Se você quer pagar com boleto bancário, peça para o anfitrião NÃO te liberar e nem enviar NADA. A maioria dos anfitriões quando aceitam sua proposta fazem isso. Combine com ele antes para que você envie a solicitação de reserva. Assim, você vai conseguir selecionar a opção de boleto bancário na hora de pagar. Do contrário é IMPOSSÍVEL selecionar essa opção.

PS: se o valor for acima do seu limite diário, acione o seu banco ANTES de iniciar o processo de reserva para que eles aumentem o valor. Isso vai te poupar da dor de cabeça e das horas de nervosismo ao telefone."

Beto Rando, um rapaz simpático, agradável, que no entanto perde tempo com bobagens.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Roteiro: o que fazer em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu é mundialmente conhecida pelas famosas Cataratas do Iguaçu. Com suas 275 quedas d’água e considerado um Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, o local atrai turistas do mundo todo. É uma viagem curta, dá pra fazer em um feriado prolongado, ou no máximo 1 semana. Eu sugiro ficar pelo menos 3 dias inteiros na cidade para ver todos os principais pontos turísticos.

O melhor lugar para se hospedar em Foz é no centro, perto da estação central de ônibus, o TTU (Terminal de Transportes Urbanos). É de lá que saem quase todos os ônibus que te levam para os principais pontos turísticos. Além disso, a área conta com vários hotéis, hostels, restaurantes e bares. Para encontrar hostels na cidade, clique aqui.


AS CATARATAS DO IGUAÇU
Qual lado é o melhor? O Brasileiro ou o Argentino? Difícil responder, meio que são passeios complementares. O lado brasileiro é bem menor do que o argentino, é a mesma catarata, mas as vistas em alguns momentos são únicas em cada lado. Posso dizer que no Brasil, você vê mais de perto a força da queda, e na Argentina você vê melhor a extensão do lugar. Na minha opinião, você precisa ir nos dois lados, impossível escolher entre um ou outro. Já o passeio de barco, eu fiz só do lado argentino. Dizem que além de mais barato é mais completo, mas eles basicamente fazem a mesma coisa, navegam até a queda e molham todo mundo! 

Lado Brasileiro 


Para chegar nas Cataratas Brasileiras o mais fácil é pegar um ônibus no TTU. Ele deixa bem na frente da entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Já lá dentro do parque, você pega um transporte que te leva no começo da trilha ou no Macuco Safari, que vou falar a seguir. A trilha é de 1.200 metros e de nível fácil, e dá pra se ter uma imagem panorâmica das cataratas nos vários mirantes que você encontra no caminho. No final da trilha dá pra você chegar bem perto da queda da Garganta do Diabo, é bom ir de capa de chuva nesse trecho porque molha mesmo. No final você também pode subir por um elevador para ver tudo lá de cima de uma torre. 

Além da trilha tem o Macuco Safari, que é o passeio de barco do lado brasileiro, que também inclui um passeio de carro aberto e uma pequena trilha. O barco passa praticamente embaixo da queda d’água, então vá preparado pra se molhar! Sugiro levar uma capa de chuva.

Lado Argentino 


Para chegar nas Cataratas Argentinas o mais comum é: ou ir de transfer, que te pega e te deixa na porta do seu hotel, ou ir de ônibus. O ônibus sai da rua de trás do TTU e te leva até o terminal de Puerto Iguazú, e de lá você pega outro ônibus até o parque. 
Dica: Levem pesos para pagar a entrada, eles não aceitam cartão de crédito e nem reais.

O lado argentino é infinitamente maior que o brasileiro. Então prepare-se para andar muito por aqui. Existem várias trilhas, nenhuma muito pesada, somente algumas mais longas que as outras. Para chegar na trilha que te leva pra Garganta do Diabo você pega um trenzinho. Aqui também existem vários mirantes no meio das trilhas que te dão aquela visão panorâmica das cataratas. 

São dois tipos de passeios de barco do lado argentino: a Aventura Náutica e a Gran Aventura. Ambos fazem a navegação de barco, mas a Gran Aventura tem uma parte de trilha em carro aberto. Assim como o Macuco Safari, prepare-se para se molhar!


PARQUE DAS AVES




O Parque das Aves fica do lado do Parque Nacional do Iguaçu, é só atravessar a rua, então dá pra fazer os dois no mesmo dia. Existem mais de 800 animais no local, sendo que 50% deles foram resgatadas de maus tratos e tráfico e 43% nasceram lá. É incrível, a maioria das aves ficam fora de gaiolas, você entra dentro dos viveiros e vê eles de pertinho.


ICEBAR

Foto: Icebar Iguazú


O Icebar é um bar de gelo que fica em Puerto Iguazú, então dá pra ir no mesmo dia que você for nas Cataratas Argentinas. Se perder o horário do ônibus para o Brasil, ainda tem táxis e remis (tipo um táxi, mas sem taxímetro) para voltar pro hotel. Eu acabei não indo, achei caro e eu estava com a roupa molhada ainda do passeio de barco. Mas acredito que seja uma experiência única! 


USINA DE ITAIPÚ


Existem dois tipos de passeio para conhecer a usina hidrelétrica, que é a maior do mundo em geração de energia: a Visita Panorâmica, onde você visita a parte externa da usina, e o Circuito Especial, onde você faz o mesmo trajeto da Panorâmica e ainda conhece o interior da usina. É incrível ver as turbinas rodando e poder observar a sala de controle.
Dica: se você fizer o Circuito Especial, atente-se para os requisitos obrigatórios de vestimenta e identificação. Mais informações aqui.


MARCO DAS 3 FRONTEIRAS


É o marco onde a fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai se encontram, separados pelo Rio Paraná. A vista é bem bonita, e lá dentro tem um restaurante que tem cara de ser caro, mas tem preços bem pagáveis! Vale almoçar e beber uma caipirinha por lá. Além disso, tem um parque infantil e uma vila cenográfica das Missões Jesuíticas.


TEMPLO BUDISTA


Esse templo fica um pouco afastado de tudo, numa área residencial. O lugar é incrível, além do templo, tem um jardim grande com várias estátuas. É comum encontrar por lá alguém que se oferece para tirar suas dúvidas e te explicar um pouco dos simbolismos de cada buda do templo. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Roteiro: o que fazer em Bruxelas (Bélgica)

Bruxelas é a capital da Bélgica, e também considerada a capital da União Europeia (é lá que está a sede da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu). Porém, a cidade é mais conhecida não pela política, mas sim pela cultura dos quadrinhos e pelos comes e bebes! Chocolate e cerveja são as duas coisas mais famosas da Bélgica em referência gastronômica. Eles simplesmente têm os melhores chocolates e cervejas do mundo, isso sem esquecer dos conhecidos waffle e batata frita, que é servida com uma generosa porção de maionese num cone de papel. Tem como não amar?

Antes de viajar, muitos amigos me falaram que Bruxelas era feia, marrom, desinteressante. E até no próprio hostel que eu estava, algumas pessoas me disseram que havia achado a cidade “não muito bonita”.  Mas eu achei um exagero, a cidade é super charmosinha, e assim como todas as cidades no mundo, tem partes feias e partes bonitas. É só saber onde olhar. Eu particularmente amei a cidade, a arquitetura, as pessoas, as comidas, as bebidas! Ai, que saudades!


Grand Place



A Grand Place é o cartão postal da cidade, e é considerada uma das praças mais bonitas do mundo, além de ser Patrimônio Mundial da Unesco. Ela é datada do século 12, e desde essa época, é o centro político e geográfico de Bruxelas. O prédio mais importante é a prefeitura (Hôtel de Ville), mas todo o entorno é rodeado de fachadas barrocas e góticas simplesmente incríveis!


Galéries St-Hubert


Pertinho da Grand Place, fica a Galéries St-Hubert, uma passagem de estilo neoclássico construída em 1847, com várias lojinhas, chocolaterias, cafés e restaurantes.


Manneken-Pis, Jeanneke-Pis, Zinneke-pìs



A pequena estátua do menininho fazendo xixi (Manneken-Pis) é um símbolo nacional. A cada evento ele está com uma roupa nova (existe até um museu com o guarda-roupa da estátua). Sinceramente, eu achei sem graça, vale passar lá só pelo simbolismo. Além do menino, também tem a menininha fazendo xixi (Jeanneke-Pis). Ela fica bem na frente do Delirium Café. E não satisfeitos, ainda tem o cachorro fazendo xixi (Zinneke-pìs), mas quando eu estive em Bruxelas em 2015, ele havia sido atropelado e foi retirado para reparos. Não sei se já colocaram de volta, não encontrei informações sobre isso.


Palais Royal


O Palácio Real é o palácio oficial da família real belga. Mas apesar do título, não é a residência das majestades. Na verdade, o rei e sua família moram no Palácio Real de Laerken. O Palais Royal “fake” só é aberto para visitação durante o verão.


Marolles


Marolles é um bairro super simpático que era um antigo reduto dos trabalhadores da cidade, hoje abriga inúmeros restaurantes, cafés, bares e lojas de antiquário. Aqui nessa área também fica o Palais de Justice de Bruxelas.


Atomium + Mini Europe

O Atomium e a Mini Europe ficam um do lado do outro, são duas atrações diferentes mas é possível comprar os 2 ingressos juntos com um preço reduzido.
O Atomium foi construído em 1958 para uma feira mundial (a Expo58). Com seus 102 m de altura, ele representa um cristal elementar de ferro ampliado 165 bilhões de vezes. Você pode entrar e subir pelos seus tubos até o topo e ter uma vista panorâmica da cidade. Já a Mini Europe, como o nome já diz, é um parque com reproduções de vários monumentos e cidades da Europa em miniatura.


Musee Bruxellois de la Gueuze - Cantillon Brewery


Na cervejaria Cantillon é possível ver como se faz a famosa cerveja belga. Na verdade só em alguns meses do ano você consegue ver o processo, nos outros você só vê os equipamentos e onde ele é feito. E no caso da Cantillon, eles fabricam uma cerveja do tipo lambic. É bem diferente, achei bem forte, o gosto lembra mais um vinho do que cerveja. Tem quem ame e tem quem odeie. Lá você pode fazer um tour guiado de 1 hora, e no final fazer a degustação.


Delirium Café

Foto: www.deliriumcafe.be


Esse bar, que também tem uma filial em São Paulo, tem um menu com mais de 2000 tipos de cerveja para escolher. Alguns dias tem música ao vivo, e o lugar fica abarrotado!


Museus: Musée Magritte, Musée des Instruments, Centre Belge de la Bande Dessinée

Existem vários museus em Bruxelas, mas vou citar aqui 3 dos que eu acho mais interessantes e que valem a visita:
O Musée Magritte é dedicado ao artista surrealista René Magritte, um dos mais famosos artistas belgas. Ele faz parte do Museu Royal de Belas Artes.
O Musée des Instruments é o museu dos instrumentos musicais. Tem de tudo, instrumentos de todos os tipos e estilos, e dos mais diversos países. E mesmo que você não queira entrar no museu, vale passar pra ver a fachada. Ele fica em um prédio art nouveau de 1899, que antigamente abrigava uma loja de departamentos chamada Old England.
O Centre Belge de la Bande Dessinée é um Museu das Histórias em Quadrinhos. Quem gosta de quadrinhos simplesmente pira nesse museu! Tem muita coisa dos Smurfs e do Tintim por lá, dois filhos pródigos da Bélgica conhecidos no mundo inteiro.


Bate-voltas a partir de Bruxelas
Dá pra conhecer todos os principais pontos turísticos de Bruxelas em 2 ou 3 dias inteiros, mas a melhor coisa é ficar 2 dias a mais do que o planejado e fazer bate-voltas para cidades próximas. Então se você tem alguns dias sobrando, não deixe de conhecer Gent e Bruges. Muita gente fica hospedado nessas 2 cidades, para aproveitar melhor e ver tudo com calma. Mas é super possível conhecer todos os principais pontos turísticos das duas em 1 dia.



Gent (ou Ghent) é uma cidadezinha com ares medievais a menos de 60 km de Bruxelas. Ela fica no meio do caminho para Bruges, então se sair bem cedinho, dá até pra fazer Gent e Bruges no mesmo dia. Saiba mais detalhes sobre ela aqui: Roteiro: o que fazer em Gent (Bélgica)



Bruges (ou Brugge) é outra cidade medieval a menos de 100 km de Bruxelas, ela é bem mais turística do que Gent e a mais bem preservada de todas. Saiba mais detalhes sobre ela aqui: Roteiro: Uma tarde em Bruges (Bélgica)

Dá pra ver que não falta coisas pra fazer em Bruxelas e se sobrar tempo, ainda é a base perfeita para se conhecer a Bélgica de bate-volta!


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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Roteiro: Uma tarde em Bruges (Bélgica)

Bruxelas, capital da Bélgica, é uma cidade interessante de se visitar, com seu clima de metrópole, artes em quadrinhos em toda a parte e locais históricos convivendo ao mesmo tempo. Porém a visita aos pontos turísticos pode ser rápida e o visitante deve ter mais tempo livre que o previsto. Bruges é uma ótima alternativa para conhecer mais sobre este país. Além de ser uma viagem curta de trem desde Bruxelas (e até de Paris), é excelente de ir de bate-volta e para passar uma tarde agradável por lá.



Chegando na Brugge Station, atravesse a grande rodovia (com semáforos e faixas de pedestre, claro) e se depare com um muro infinito e muito alto. O que para gente poderia ser uma propriedade privada, na verdade já é Bruges. Esta visão me remeteu diretamente aos estudos de História na escola, quando líamos sobre os feudos. Bruges é a cidade medieval mais bem preservada de todas, então é como fazer uma impressionante viagem ao passado.

Anote os pontos turísticos e não perca este passeio!

Minnewaterpark




O primeiro impacto, assim quando se entra em Bruges, é de um lugar cheio de verde (se não for no inverno) e canais rodeando o lugar, com barcos cheios de turistas indo e vindo. Este é o belíssimo Parque Minnewatterpark.


Begijnhof



Um lugar mais isolado de Bruges, mas também na entrada, Begijnhof é um conjunto de casas brancas onde antes era um conjunto de casas de beatas do século XIII. Hoje funciona como monastério.


Igreja de Nossa Senhora

Foto: Wolfgang Staudt e Elke Wetzig



A imponente igreja, também conhecida como Onthaalkerk, chama atenção pela beleza e grandiosidade. Também é lá onde fica a famosa "A Madona de Bruges", estátua do Michelangelo.


Rozenhoedkaai

Foto: PMRMaeyaert



A vista da Rua Rozenhoedkaai é provavelmente o lugar mais fotografado de Bruges. Dessa rua temos a famosa vista que se vê em cartão postal. De lá saem os barcos de passeio para turistas.


Basílica do Sangue Sagrado

Foto: Jim Linwood



A famosa basílica onde é considerada a morada do manto com sangue de Jesus. A relíquia é exibida antes ou depois nas missa de sexta-feira.


Belfort



O Belfort é o lugar mais famoso de Bruges, o símbolo da cidade. O prédio é um campanário com 366 degraus que oferece uma vista linda da cidade lá de cima. Na foto da direita, o carrilhão de 47 sinos do campanário.


Praças Markt e Burg



A praça Markt fica bem no coração da cidade, é onde fica o Belfort e o mercado central da cidade. Já na Burg, fica a prefeitura (Stadhuis) e a Basílica do Sangue Sagrado. A arquitetura das duas praças é simplesmente incrível!

Aproveite e pare para tomar um chocolate quente, comer um waffle, beber a cerveja belga, enfim... complemente seu passeio experimentando as delícias da Bélgica em Bruges.


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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Relato de viagem: Travessia entre Petrópolis - Teresópolis

Este post é uma colaboração do nosso amigo James Vaccari, que fez passou um final de semana em Petrópolis e depois fez a travessia entre Petrópolis - Teresópolis a pé. Esperamos que gostem deste relato!

Acordei com o dia ainda escuro. Segunda-feira. Coisa raríssima em dias normais de trabalho. Mas eu estava de férias e isso, sabemos, faz milagres! Não é? Tinha passado o final de semana em Petrópolis (leia o relato aqui). Havia chovido sem parar desde o dia anterior. E ainda chovia. A previsão era que a chuva parasse, mas não estava com cara de que isso iria acontecer. De qualquer forma, o plano era ao menos ir até a portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e ver se os guardas nos deixariam entrar.

Pegamos o ônibus no Terminal Central de Petrópolis até o Terminal de Correias. E de lá um ônibus até o bairro do Pinheiral. Segundo o recepcionista do hostel, saberíamos que estaríamos próximos ao parque quando avistássemos plantações de alface em colinas de mais de 30º de inclinação o que, afirmava ele, era bastante surpreendente para plantações de alfaces. As alfaces realmente estavam lá, devidamente inclinadas, e às 7h30 preenchi a papelada na portaria. Faríamos a travessia de mais ou menos 30 km em 3 dias, e se tudo desse certo, estaríamos em Teresópolis na quarta-feira a tarde para o café.

A Travessia Petrópolis-Teresópolis é uma das caminhadas mais clássicas do Brasil. E na minha opinião, uma das mais bonitas. Em 2008, eu já havia percorrido (com tempo aberto e com um grupo de bons montanhistas) essa mesma trilha. Mas não me lembrava de muita coisa. Cheguei a ler alguns relatos que diziam ser imprescindível a contratação de um guia, que era muito difícil sem um GPS, que muitos se perdiam por lá, que era difícil a navegação, com a típica e constante neblina da serra. Quanto mais eu lia, mas eu queria me perder por lá! Eu queria ser o guia, queria chuva, queria neblina e queria toda essa dificuldade. Um desejo incompreensível para muitos, mas uma terapia pra mim. Realmente não é fácil e não se deve subestimar. Mas dois amigos incautos compraram a ideia e estava formada a “equipe”. Por precaução, arrumei um mapa aceitável, bússola e o guia de trilhas do Guilherme Cavallari (que ajudou e recomendo bastante, apesar de uma ou outra das bifurcações citadas não existirem mais).



Também fiz reserva para dormir nos abrigos do parque, para não ter que carregar barraca e isolante térmico. Quando fiz a travessia da primeira vez, o Abrigo do Açú não existia, e o Abrigo do Sino, estava interditado. Os abrigos agora tinham “cozinha completa”, como diz no site PARNASO, mas não especifica se é uma cozinha Masterchef ou uma cozinha das cavernas. Na dúvida, levei panela, fogareiro e talheres desnecessariamente (ou quase, pois acabei usando).

Logo nos primeiros minutos de trilha, saímos dela e pegamos a trilha para a cachoeira Véu de Noiva, que eu não conhecia. Um desvio de cerca de 1h, ida e volta, que vale pelo visual, mas que parecia repelentemente fria para um mergulho matinal.

Esse primeiro dia de caminhada é basicamente uma ascensão dos 1.100 m da portaria até os 2.245 m dos Castelos do Açú. Um subidão que faz você pensar nas suas escolhas, no sentido da vida, nos dias que você teve preguiça de se manter em forma.

Mas descontando as paradas e desvios, foram três horas e meia por 7 km de caminhada até o Abrigo do Açú. O Abrigo do Açú é uma casa com uma cozinha, 2 quartos com beliches, e um sótão para bivaques. Supostamente também alugariam barracas, mas tinham todas sido destruídas pela chuva do dia anterior.



Chegamos às 13h30, onde fomos muito bem recepcionados pelo guarda Sidnei. O Sidnei também estava abrigando um grupo de 6 pessoas que haviam se perdido no dia anterior, dormido na chuva e resgatados pela manhã. Haviam problemas com a bomba de água, impossibilitando banhos, economia de gás e problemas com a troca da guarda. O camarada que deveria substituir o Sidnei não apareceu, e ele ficaria mais dias do que o programado. Os guardas passam alguns dias lá, sem voltar pra casa, e abastecem o abrigo com o que conseguem carregar nas costas (inclusive o botijão de gás!). Não achei muito legal a forma como a administração do parque conduz a logística e manutenção dos abrigos, nem a relação com os funcionários. Na próxima, levo minha barraca e me abstenho de participar desse sistema.


Depois de jantar, cansado, dormi antes das 21h30 e acordei para o nascer do Sol. Prometia um dia lindo. Só que não.

A caminhada no segundo dia é um sobe e desce sem fim pela serra, sentido Pedra do Sino. Logo no primeiro morro, a neblina veio e o dia promissor passou a ser branco. A aclamada vista da Serra dos Órgãos estaria oculta pelas nuvens. Uma selfie ali, ou uma selfie em casa com um lençol branco de fundo, ficaria igual.

Mas com a neblina, veio o desafio da orientação, entre as subidas e descidas por lajes de pedra, com pouca ou nenhuma sinalização e trechos expostos.

Nesse segundo dia apresentam-se os principais “obstáculos” da caminhada: o Elevador e o Cavalinho. O primeiro uma longa escada de vergalhões cimentados na rocha morro acima. Dá uma certa palpitação, mas não chega a ser traumático. E o segundo uma "escalaminhada" exposta, com um penhasco do lado. Subi primeiro e depois fizemos um sistema para subir as mochilas por corda, minimizando a paúra. Divertido, mas que exige um certo cuidado.

Passados os obstáculos sem maiores percalços, chegamos ao abrigo do Sino por volta das 13h30. Dessa vez fomos recebidos pelo guarda Ricardo, que nos ensinou a jogar Sueca (um jogo de cartas popular no Rio de Janeiro) e nos surpreendeu com seus truques de mágicas com baralho.




Por volta das 2h da manhã, acordei com um barulho inesquecível (veja relato sobre Torres del Paine), em meio às mochilas. Um ratinho vasculhava as coisas, abriu uma caixa de suco de laranja, comeu algumas castanhas, e se atreveu a mordiscar meu pacotinho de Gummy Bears. Aí foi a gota d’água! Levantei, virei a mochila do avesso e parti na captura do meliante. Era hora de estrear uma headlamp nova, recém comprada, e cegar o bicho com os potentes 170 lúmens emitidos pelos 4 leds de máxima tecnologia. Ou não… Liguei a lanterna e nada. Troquei as pilhas e nada. Tentei voltar a dormir, mas o rato começou a rir da minha cara. A equipe acordou e nos colocamos à caça! Depois de 1h vasculhando tudo, o rato fugiu triunfante e tivemos que nos resignar aos nossos sacos de dormir. No dia seguinte, fizemos café e arrumamos as coisas enquanto o guarda Ricardo nos informava que o Marshmallow era o roedor de estimação da casa e estava habituado a brincar com as visitas de madrugada.


O terceiro dia é só descida. Começou com neblina de novo. Tinha geado à noite e a grama estava coberta de gelo. Mas logo ao entrarmos na encosta com vista para Teresópolis, o sol apareceu esquentando tudo. Chegamos rápido na saída da Travessia, antes do meio-dia. Missão cumprida. Nos parabenizamos tão efusivamente quanto as dores nos joelhos nos permitiam, mas tinha ficado uma leve frustração de não ter visto muita coisa.



A caminho para a saída do parque, passamos pela entrada da trilha do Mirante. Estava ensolarado, sem neblina e a placa indicava 1h de subida.



Valia um último esforço para ver o que não tínhamos visto. Para tirar aquela foto de cartão-postal da Serra dos Órgãos, com o Escalavrado, o Dedo de Nossa Senhora, o Dedo de Deus, a Cabeça do Peixe e todos os “tubos do órgão” que dá nome à serra. Logo no começo da subida, um transeunte me informou que estava tudo claro e visível lá em cima. Cheguei 40 minutos depois no cume.




Ou o cara me sacaneou, ou ligaram a máquina de neblina no máximo. Não se via nada. Gastei uns 20 minutos de esperança, e desci, chateado. A chateação só durou até eu tomar uma coca-cola gelada. Tinha sido uma ótima caminhada afinal. Tinha realizado o que eu queria e tudo tinha dado certo. A neblina que encobriu tudo, no fim, vai me servir de pretexto para voltar outra vez. Cada vez uma experiência diferente. E a experiência é o que vale.

Finalizamos com um café supimpa no Café São Telmo, e voltamos dormindo para São Paulo.

P.S.: Gostaria de deixar registrado aqui os meus mais sinceros agradecimentos ao pessoal do SESC Teresópolis pela gentileza de nos permitir tomar um banho quente, gratuitamente, depois de 3 dias de caminhada!


James Vaccari é diretor de arte e designer enquanto não viaja. Quando está viajando se mete a fotografar o que vê e a desenhar uma coisa ou outra. Prefere viajar para onde as pessoas normais se preocupariam com banho e banheiro, e gosta de andar muito. Também é instrutor de montanhismo e escalada.


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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Final de semana Imperial em Petrópolis - Rio de Janeiro

Este post é uma colaboração do nosso amigo James Vaccari, que fez passou um final de semana em Petrópolis - RJ. Esperamos que gostem deste relato!

Apesar de gostar muito de História, a do Brasil sempre me pareceu enfadonha durante os estudos acadêmicos. Talvez porque "Os Lusíadas" fosse uma leitura obrigatória traumatizante demais para uma criança. Ou talvez porque a história de um rei que veio para o Brasil fugido e com os bolsos cheios de coxas de frango não fosse muito empolgante. Ainda bem que a gente cresce, muda e passa a ver as coisas de outra maneira. E ainda bem que a fase acadêmica passa e a gente consegue tempo pra ler e se interessar por outras coisas, sem a obrigação de passar na prova depois.

Em meados de 2012, depois de um ano e meio na Europa, peguei um vôo de volta ao Brasil com uma conexão de uma tarde e noite em Lisboa. Ali reencontrava parcas lembranças das aulas de História. Mas como já estava um pouco cansado do Renascimento, das espadas e das guerras, voltei e, superando os traumas da infância, fui estudar a História do Brasil. Confesso que meus estudos se confundem entre os livros do Laurentino Gomes (1808 e 1822), o que aprendi na escola e "Independência ou Mortos" (livro que coloca nosso amigo Dom Pedro defendendo a pátria contra uma infestação de mortos-vivos). Então não vou entrar muito em detalhes históricos aqui.



Mas falando de Petrópolis...

Saí de São Paulo, de ônibus, às 23h de uma sexta-feira. Não notei a presença de uma criança no banco de trás, mas não tardou para que ela se apresentasse aos gritos para toda a humanidade que só queria dormir tranquilamente até chegar Petrópolis às 6h30 do dia seguinte. Seus gritos por "mamãe" e a inépcia de sua genitora sentada ao lado, teriam abafado até o brado retumbante da independência!

Da rodoviária fui direto ao hostel. Larguei a mochila (estava com uma mochila grande, que seria usada em uma caminhada depois, e que você pode ler aqui), dei as costas para a cama e o travesseiro que sussurravam baixinho o meu nome, e fui aproveitar o dia.

Petrópolis fica na região serrana do Rio de Janeiro, tem um clima mais ameno, e é a sexta cidade mais segura do Brasil. Era o lugar preferido do Dom Pedro II para dar aquela relaxada imperial, e virava a capital do império durante o verão. Andando pela cidade, bastante conservada, várias casas tem placas que contam um pouco sobre quem morava ali.



Fui direto para o Museu Imperial, mas só pude visitar o jardim, projetado por Jean Baptiste Binot em 1854. Ainda eram 9h e só abriria às 11h. Tirei uma foto com a família Imperial e fui para a Catedral de São Pedro de Alcântara.



Só o que eu sabia sobre a Catedral era uma passagem no livro do Eduardo Spohr, A Batalha do Apocalipse, mas surpreendentemente me deparei com uma bela igreja neogótica, e com os túmulos dedicados a Dom Pedro II (ou parte dele), Dona Teresa Cristina (a imperatriz), Dona Isabel de Bragança (a princesa) e o conde D’Eu.


De lá, fui conhecer outro local historicamente importante: A Encantada, a casa do Santos Dumont, que eu só conhecia dos desenhos do Spacca, na Graphic Novel Santô e os pais da aviação. É uma construção simples, com pouquíssimos itens, mas interessante. Lá também tem uma sala de projeção onde é exibido um pequeno documentário sobre a vida e obra desse nosso compatriota tão extraordinário. Vale uma rápida visita.

Já havia tomado um café na rodoviária, outro no hostel e mais um no café da casa do Santos Dumont. Mas haviam recomendado fortemente que eu experimentasse as delícias da Casa de Chocolates Katz, que ficava logo em frente. Então lá foi mais um café, um strudel de maçã e um chocolatinho para dar tempo do museu abrir.

Voltei ao Museu e fui surpreendido com o cuidado e o bom acervo que tem lá. É obrigatório calçar pantufas para não prejudicar o piso de madeira, o que torna a visita mais divertida se você gostar de patinação ou ski.


O Museu é um prédio Neoclássico construído a mando de Dom Pedro II para ser sua residência de verão. Ficou pronto em 1862, virou escola durante o começo da República, quando a família real precisou dar no pé, e o Getúlio transformou em museu em 1940.

Tem muita coisa interessante para quem gosta um pouco de História, mas tem muito mais para quem quer se aprofundar. Além de mobiliário da época do império, de utensílios, de roupas, medalhas, moedas, enfeites etc., tem uma biblioteca com mais de 50 mil volumes e mais de 250 mil documentos históricos. Almocei no restaurante do museu, tentando digerir toda aquela informação que não me interessou na escola.


Logo depois, fui conhecer a Cervejaria Bohêmia, onde pude visitar a fábrica e conhecer a história da cerveja, o processo de fabricação e tudo mais. Passeio que fala bastante da colonização alemã na região, o que explica a apresentação de dança alemã que estava acontecendo no Palácio de Cristal, por onde passei a caminho da cervejaria.


Depois da cervejaria, voltei ao Museu Imperial. Lá seguimos um lanceiro do Império que nos guia pelo jardim. A História do Museu e do Império é narrada através de luz e som durante a caminhada, conduzindo-nos até vermos um filme projetado nas janelas e na fonte do jardim. Tem até o Sérgio Mamberti (Dr. Vítor) fazendo o Barão do Bom Retiro, amigo pessoal do Pedrão II.


No dia seguinte, domingo, fui conhecer o Palácio Quitandinha. Foi construído em 1941 para ser o maior cassino e hotel da América Latina. Por fora tem um visual alemão. Por dentro tem uma cara vintage americana (graças à decoradora e cenógrafa norte-americana Dorathy Draper). Hoje funciona um SESC lá. E durante minha passagem por lá, ocorria o Festival de Música, além de exposições diversas. Nessa edificação também pode-se visitar a segunda maior cúpula do mundo! Só perde para a da Catedral de São Pedro em Roma!




Em frente ao Quitandinha, há um jardim, o Lago Sul e o Restaurante Lago Sul, que é fortemente recomendado pelos nativos locais, cujo o rodízio de carnes e acepipes no almoço me fez rolar vagarosamente até o ônibus de volta ao centro de Petrópolis.



Ainda tive disposição de visitar a Casa da Ipiranga. Onde o Celso Carvalho, bisneto de José Tavares Guerra, idealizador da casa, apresenta sua história. A casa, também conhecida como A Casa dos 7 Erros, foi construída em 1884, em estilo Vitoriano e hoje funciona como museu e centro cultural.



Na cocheira da casa, funciona o Restaurante Bourdeax, onde tomei o último café do fim de semana. Um café para celebrar o café, que aqueceu as manhãs de toda essa nossa História.


James Vaccari é diretor de arte e designer enquanto não viaja. Quando está viajando se mete a fotografar o que vê e a desenhar uma coisa ou outra. Prefere viajar para onde as pessoas normais se preocupariam com banho e banheiro, e gosta de andar muito. Também é instrutor de montanhismo e escalada.


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