quarta-feira, 14 de março de 2018

Mochilão Na Nova Zelândia (pt.1): O Que Fazer Na Ilha Sul

O post de hoje é uma colaboração do nosso amigo Elton Dias, que fez uma viagem incrível para a Nova Zelândia em janeiro de 2018. Esperamos que gostem deste relato e das dicas sobre a Ilha Sul!




Nova Zelândia é um país relativamente pequeno, mas suas belezas naturais são tão numerosas e diversas que é quase impossível não sair de lá com a sensação de ter algo mais a se ver. Em janeiro de 2018 fiz uma viagem de 18 dias, passando metade do tempo em cada ilha do país, e mesmo assim foi bem corrido. Assim como a Tatiana, uma das blogueiras do Oysters' World, eu também sou adepto da ideia de não repetir destinos em viagens, mas a Nova Zelândia me fez querer quebrar essa regra: pela primeira vez eu saí de um lugar já querendo um dia voltar.
Aqui vou contar um pouco como foi a minha viagem. Espero ajudar você que está planejando ir para Nova Zelândia mas ainda está perdido no roteiro. E já deixo a primeira dica: se planeja visitar as duas ilhas de uma vez, tente ver primeiro a Ilha Norte e depois a Ilha Sul. E por quê? A Ilha Sul é mais bonita e mais impactante. Eu, por motivos de logística, fiz o inverso. Então este primeiro post será sobre a Ilha Sul.

Tour da Wild Kiwi pela Ilha Sul




Após pesquisar os destinos e me ver meio perdido para decidir tudo sozinho, optei por fazer um tour guiado. Reservei uns dias em Christchurch (maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia) e fechei um tour que começava e terminava nessa cidade, facilitando minha logística de malas e voos.
Eu fiz este tour, operado pela Wild Kiwi. Esta empresa só aceita pessoas na faixa etária entre 18 e 35 anos, então era uma turma jovem e bem animada, muitos fazendo a trip para praticar skydiving, bungee jumping etc. A van era confortável, e nas cidades captava Wi-Fi. O motorista era um cara tão aventureiro quanto o pessoal do tour. Também era muito atencioso para fazer as reservas do pessoal, tirar dúvidas e no fim do dia, estava sempre junto para tomar uma cerveja. Além disso, todos hostels escolhidos pela Wild Kiwi eram muito bons. No fim, este tour acabou sendo melhor do que eu esperava.


Dia 1: Chegando em Christchurch (Jucy Snooze Hostel)
Cheguei em Christchurch no primeiro dia e fiquei em um Hostel perto do aeroporto, de onde o tour começava no dia seguinte. E acertei na escolha! O Hostel se chama Jucy Snooze, e possui camas-cabines, onde você pode "se fechar" e ter total privacidade, mesmo num quarto compartilhado. Essas camas possuem tomadas comuns, tomadas USBs, controle de luz e até ar condicionado. Se você também planeja fazer um tour, o Jucy Snooze é uma ótima escolha porque dá para ir a pé até o aeroporto e você não perde tempo com uma viagem extra. Eu escolhi este pela localidade e acabou sendo um dos melhores hostels que já fiquei. Clique aqui e faça sua reserva no Jucy Snooze pelo Booking.com.


Dia 2: Castle Hill, Arthur's Pass e Hokitika

1. Castle Hill  |  2. Hokitika



No segundo dia a viagem efetivamente começou. Encontrei o pessoal do tour no aeroporto e partimos de Christchurch com destino ao Glaciar Franz Josef, fazendo algumas paradas no caminho. A primeira foi em Castle Hill, e foi o ponto alto do dia. Pudemos fazer uma pequena trilha até o topo de uma das montanhas e ver a paisagem lá de cima. Depois seguimos viagem, atravessando o Arthur's Pass National Park e fizemos uma rápida parada na pequena cidade de Hokitika para ver o mar. E como acontece em todo tour deste tipo, acabamos passando bastante tempo na van e as paradas acabam sendo mais curtas do que você gostaria. O bom é que a paisagem da estrada é bonita o tempo todo. Não são apenas os destinos que são atrativos, todo o caminho é incrivelmente bonito.


Dia 3: Franz Josef Glacier

Franz Josef Glacier. Última foto: fim da trilha, o ponto mais próximo do gelo que chegamos.



Aqui tivemos um dia livre em Franz Josef, cidade turística que fica próxima às montanhas com gelo e tem um monte de atrações. Eu escolhi fazer apenas a trilha que chega perto da montanha porque era a única atração gratuita. E depois disso, resolvi dar uma volta pela cidade. Caso queira realmente andar no topo da montanha em meio ao gelo, você pode comprar o passeio Heli Hike, que custa uns 500 dólares neo-zelandeses. Aparentemente é tão legal quanto caro.
Algumas pessoas do meu tour praticaram o skydiving (paraquedismo) na cidade. Pelo que relataram, é ótimo saltar em Franz Josef, tanto pela experiência quanto pela vista.   


Dia 4: Lake Matheson, Haast Pass e Wanaka

1. Lake Matheson  |  2 e 3. As paisagens na estrada  |  4. Wanaka



Neste dia, voltamos a pegar a estrada. Viajamos de Franz Josef até a cidade de Queenstown, fazendo algumas paradas no caminho. A primeira foi no Lake Matheson, um lago com um reflexo tão forte que parece um espelho. Realmente incrível! Depois seguimos pela estrada Haast Pass, aumentando a sensação de que a Nova Zelândia é linda o tempo todo. Por fim, fizemos uma parada na cidade de Wanaka, para dar um mergulho no lago e apreciar a vista antes de seguir ao nosso destino final do dia: Queenstown.
  

Dia 5: Milford Sound

Cruzeiro em Milford Sound



De Queenstown, fizemos um bate-volta até Milford Sound, o mais famoso fiorde da Nova Zelândia. Foi um pouco cansativo porque passamos praticamente o dia todo na van, mas vale a pena. Em Milford Sound, pegamos um cruzeiro que custa uns 60 dólares neozelandeses e passa por todo o fiorde. É um passeio obrigatório para quem vai até lá. O cruzeiro passa por lindas cachoeiras, e além disso, também conseguimos observar leões-marinhos. Se você tiver sorte, também conseguirá ver golfinhos.


Dia 6: Queenstown

1. Queenstown  |  2. A baía da cidade  |  3. Paraglading  |  4. A pista do Luge



Tivemos um dia livre em Queenstown, que é conhecida como a capital da adrenalina. A fama se deve às várias opções de esportes radicais para praticar, como Bungee Jump, Canyon Swing (semelhante ao bungee jump, mas em um canyon) e o Skydiving. E no inverno o leque de opções aumenta, com o Ski e Snowboard. Eu escolhi fazer apenas o Paraglading e curti muito. A sensação de voar sobre a cidade e a vista lá de cima é surreal. Experiência altamente recomendável! Custou cerca de 250 dólares neozelandeses (incluindo o salto e o pen drive com as fotos). Após o salto, fui no Luge, que é a descida da montanha numa espécie de carrinhos de rolimã. Eles não pegam tanta velocidade, mas foi divertido.
Depois eu fui andar pela cidade e gostei de tudo o que eu vi. Queenstown se tornou a minha cidade preferida da Nova Zelândia. Ela é toda turística, tem um clima de festa misturado com paz. Há algo especial ali. Para fechar o dia, consegui comer na conhecida lanchonete Fergburger, que fazia fila no quarteirão e me disseram ser o hambúrguer mais famoso do país. E é mesmo muito bom.


Dia 7: Mount Cook

1. Paisagem na estrada  |  2 e 4. A trilha em Mount Cook  |  3. Hooker Lake



No sétimo dia, nós viajamos de Queenstown até Mount Cook, com rápidas paradas no caminho pra ver as paisagens da estrada. Chegando lá, fizemos a trilha que ia até Hooker Lake, com duração de aproximadamente 2h30. E esse acabou sendo, na minha opinião, o lugar mais bonito da Nova Zelândia. As montanhas com gelo eram meio que um contraste, porque o clima estava quente. E a trilha inteira é de paisagens surreais. É altamente recomendável colocar Mount Cook no seu roteiro.


Dias 8 e 9: Christchurch

1. Church of the Good Shepherd no Lake Tekapo  |  2, 3 e 4: Christchurch



No último dia do tour, voltamos pra Christchurch partindo de Mount Cook, a montanha mais alta da Nova Zelândia. Tivemos poucas paradas neste dia, entretanto a mais icônica foi no Lake Tekapo, onde está localizada a famosa Church of the Good Shepherd em frente ao lago. A igreja é bem pequena, não tem nada dentro dela, mas a vista dela com o lago é demais.
No dia seguinte eu tive um dia livre pra andar por Christchurch e conhecer a cidade. Christchurch é uma cidade um pouco triste devido ao histórico de dois terremotos recentes que destruíram cerca de 80% dos prédios do centro e mataram centenas de pessoas. A cidade era considerada até então, a cidade mais inglesa fora da Inglaterra. Agora ela está sendo inteiramente reconstruída.
Pude visitar o Quake City, museu sobre os terremotos, além dos memoriais que fizeram em homenagem às vítimas. Também visitei o centro da cidade e outros museus que estavam abertos naquele dia. Minha jornada pela Ilha Sul chegava ao fim. No dia seguinte, eu peguei um voo pra Auckland, para a segunda parte dessa viagem, na Ilha Norte.


Confiram agora a segunda parte deste post, com o tour na Ilha Norte: Mochilão Na Nova Zelândia (pt. 2): O Que Fazer Na Ilha Norte


Elton Dias é formado em Business Intelligence e curte viajar sempre que possível. Aprecia tudo que envolve criatividade, seja em música, cinema ou jogos. Acha difícil escolher um lugar preferido, mas provavelmente diria Nova Zelândia.


Posts relacionados

Mochilão Na Nova Zelândia (pt. 2): O Que Fazer Na Ilha Norte

O post de hoje é uma colaboração do nosso amigo Elton Dias, que fez uma viagem incrível para a Nova Zelândia em janeiro de 2018. Esperamos que gostem deste relato e das dicas sobre a Ilha Norte do país!




Se você chegou aqui antes de ler o post sobre a Ilha Sul, recomendamos que veja ele antes: Mochilão na Nova Zelândia (pt. 1): O Que Fazer na Ilha Sul

Meu planejamento aqui foi parecido com o da Ilha Sul. Reservei uns dias em Auckland e fechei um tour que começava e terminava nessa cidade. Escolhi o tour aqui linkado, operado pela empresa Stray. Essa companhia não tem a política de limite de idade, então não havia só jovens, mas também pessoas de mais idade. A van deles era um pouco mais velha e não tinha Wi-Fi. E alguns hostels que eles selecionaram não eram tão bons quanto os da empresa Wild Kiwi. Por isso, se eu tivesse que indicar uma companhia após ter viajado com as duas, indicaria a Wild Kiwi. Mas dependendo do roteiro que você quer fazer, a Stray tem mais opções e no fim também proporcionou uma ótima experiência. Aqui vou contar um pouco como foi o meu tour pela Ilha Norte.

Tour da Stray pela Ilha Norte





Dias 10 e 11: Auckland

1. Sky Tower | 2. War Memorial | 3. Auckland Harbour | 4. Mount Eden



Auckland lembra bastante Sydney, na Austrália, mas sem o mesmo charme. E talvez por eu ter feito primeiro a Ilha Sul, quando cheguei em Auckland, uma cidade maior, senti falta das paisagens oníricas do Sul. Mas claro que numa viagem à Ilha Norte, deve-se incluir Auckland no roteiro. No primeiro dia, visitei a Sky Tower, que é a principal atração da cidade, a torre mais alta do hemisfério sul. De lá, pode-se observar a cidade em 360º, o que foi bem interessante de se observar. Depois, peguei o último dia com entrada gratuita na Galeria de Arte. Particularmente não achei que valesse a pena, agora ainda menos com o valor da entrada em $20. Por fim, visitei a região de Auckland Harbour.
No segundo dia, fui até o War Memorial, o Mount Eden e passei pela Praça Aotea, além de andar pela Queen Street. E de tudo isso, o que mais recomendo é o Mount Eden. É um vulcão inativo, de onde se tem a vista toda da cidade.


Dia 12: Hahei, Cathedral Cove e Hot Water Beach

1 e 2. Cathedral Cove | Fotos 3 e 4. Hot Water Beach



Neste dia encontrei o pessoal do tour e começamos a viagem pela Ilha Norte. Fomos de Auckland até Hahei, que fica na península Coromandel. Lá fizemos uma trilha até Cathedral Cove, uma das praias mais bonitas que já visitei. Ela tem uma caverna que divide a praia ao meio e que deixa a paisagem um tanto exótica. Lá me falaram que ela foi uma das locações do filme “As Crônicas de Nárnia”. Depois de Cathedral Cove, fomos até Hot Water Beach. Essa praia não tem esse nome à toa: se você cavar buracos na areia, sai água quente geotermal que forma saunas naturais. Quanto mais cavar, mais quente a água fica. Os visitantes já vão munidos de pás para isso. E é engraçado que a água do mar é gelada. Naturalmente bizarro!


Dia 13: Hobbiton, Rotorua e Tamaki Maori Village

1. Hobbiton | 2. Atividades geotermais em Rotorua | 3 e 4. Tamaki Maori Village



Saímos cedo de Hahei com destino a Rotorua. Mas antes, fizemos uma parada em Hobbiton, set de filmagem de “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”. O tour mostra toda a fazenda que foi transformada em Hobbiton para os filmes e explica algumas coisas que eles fizeram para adaptar a obra literária no cinema. Altamente recomendável pra quem é fã de Tolkien e dos filmes.
Depois chegamos a Rotorua, cidade conhecida pelas atividades geotermais. Apesar de ser interessante ver de perto as tais bolhas borbulhantes, também é uma experiência um pouco desagradável, pois o cheiro da água geotermal é de ovo podre. Por consequência, toda a cidade de Rotorua tem esse cheiro ruim de enxofre. 
Por fim, fomos jantar na Tamaki Maori Village. Lá eles apresentam costumes e tradições das tribos Maori, tudo de forma bem humorada e interativa. Eles ensinam o Haka, dança típica que hoje é utilizada em jogos de Rugby na Nova Zelândia. O tour na Tamaki foi bastante divertido, vale fazer uma visita se você tiver passando pela região.


Dia 14: Huka Falls, Blue Duck Station e Whakaroro

1. Huka Falls  |  2, 3 e 4. A Fazenda Blue Duck Station em Whakaroro



Seguindo a viagem, fomos de Rotorua até Blue Duck Station, uma fazenda no meio do nada, em Whakaroro, para fazer o que o tour vende como uma “farm adventure”, que particularmente achei uma furada. Isso porque a fazenda é longe, e a estrada para se chegar lá é tão ruim e cheia de curvas que o motorista já pede para avisar se alguém passar mal. Chegando lá, os caras da fazenda te levam pra fazer o tour, mostrando coisas como: armadilha pra matar animais, uma casinha feita com madeira do século do Dom Pedro, a história do rio que atravessa a fazenda, casulos artificiais de abelhas etc. Tudo sendo minuciosa e entediantemente explicados. O ponto alto foi um passeio de caiaque, passando por uma mini-caverna.
Antes, no caminho até a fazenda, tivemos uma parada em Huka Falls, que para mim também não chegou a ser muito interessante. Esse acabou sendo o dia mais fraco da viagem e acho desnecessário colocar isso no roteiro de viagem se você estiver planejando por conta própria.


Dia 15: Tongariro Alpine Crossing

Tongariro Alpine Crossing
O dia seguinte foi reservado para caminhada. Fomos até o Tongariro National Park pra fazer a tão temida Tongariro Alpine Crossing. São quase 20 km de caminhada e escalada pelas montanhas e vulcões do local, com bastante alterações climáticas. Levamos pouco mais de 6 horas para terminar a trilha, em meio a uma tempestade de granizo que se deu no fim. Não preciso nem dizer que a vista lá de cima é incrível. Foi recompensador ter completado a trilha, mesmo sendo tão desgastante. Para fazer essa caminhada é preciso ter um bom preparo físico, levar muita água, comida, protetor solar, inseticida, blusa, capa de chuva, chapéu e papel higiênico (fica a dica!).


Dia 16: Wellington

Wellington, capital da Nova Zelândia



Este tour não teve nenhum dia livre, pegando a estrada todos os dias. Aqui a gente saiu de National Park e fomos até Wellington, a capital da Nova Zelândia, no extremo sul da Ilha Norte.
Lá não pude visitar o Weta Cave, tour sobre os estúdios de cinema e produção de efeitos visuais, porque já estava cheio e nosso guia não tinha feito a reserva. Mas já vi resenhas dizendo que é bem interessante e uma das principais atrações para quem passa pela cidade. Então, pudemos visitar apenas o Te Papa Tongarewa, Museu Nacional da Nova Zelândia, que é bem completo sobre toda a história do país. Após isso, pudemos passear um pouco da região central da cidade e subimos no Mount Victoria, para ver a cidade do alto. Por fim, achei Wellington uma cidade muito bonita, sem cara de cidade feita para ser a capital.


Dias 17 e 18: Viagem de Volta para Auckland, The End

1. Bandeira da Nova Zelândia  |  2. Pássaro em Queenstown  |  3. Mount Cook



O último dia do tour foi todo na estrada. Em 10 horas e meia atravessamos toda a Ilha Norte, indo de Wellington até Auckland. É bem cansativo fazer isso, tivemos apenas algumas rápidas paradas no caminho, nada muito turístico. Por fim, eu estava de volta à Auckland, pra encerrar o Tour da Ilha Norte e minha viagem como um todo.
No dia seguinte eu peguei meu voo pro Brasil, já com saudade da Nova Zelândia e de suas belezas naturais. Como disse no primeiro post (mochilão na Ilha Sul), pela primeira vez eu fiquei com vontade de repetir o destino e visitar este lugar de novo. Tenho certeza que há muito mais a se ver, e até rever estes lugares com mais calma.
Como viajante solo, foi ótimo ter feito a viagem com esses tours. Não tive que me preocupar com nada e conheci muita gente legal, de vários países. Se você também está solo, pode ir sem medo. Agora se você está com uma turma, pode alugar um carro e fazer tudo em seu próprio tempo. Talvez seja mais proveitoso, porque o tour às vezes precisa correr para não sair do cronograma.
De qualquer forma, tenho certeza que será inesquecível. Nova Zelândia é incrível!


Elton Dias é formado em Business Intelligence e curte viajar sempre que possível. Aprecia tudo que envolve criatividade, seja em música, cinema ou jogos. Acha difícil escolher um lugar preferido, mas provavelmente diria Nova Zelândia.


Posts relacionados

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

10 Coisas Que Eu Amei no Japão

Foto: Rafael Helfstein


Fiz a minha primeira viagem ao Japão no final de 2017 e foram muitas coisas que amei na terra do Sol Nascente! Eu ficava impressionada com tudo o que eu vivia por lá. No fim do dia, chegava no hostel e corria pra contar minhas impressões para a Cecilia (que também escreve no Oysters'). Com base nos nossos papos, resolvi fazer uma listinha das coisas que eu amei no Japão! Esta lista é somente um ponto de vista pessoal, tem as impressões de uma turista que viajou por apenas 3 semanas pelo Japão. Quem mora lá provavelmente deve ter ideias e questões diferentes das minhas. Fiz também uma lista de coisas que odiei (leia aqui: 5 coisas que eu odiei no Japão), afinal nem tudo são flores, não é? Mas não tem como negar que o Japão é um outro planeta dentro deste planeta, só estando lá para saber. Impossível explicar em palavras o quanto aquele país é incrível, mas espero que essa listinha ajude a quem nunca foi, a entender um pouquinho o porquê das pessoas voltarem tão encantadas de lá!

Então lá vai a lista de coisas que eu AMEI no Japão:

1. Konbinis (7-eleven, Lawson, Family Mart, etc)

É uma das coisas mais maravilhosas do Japão! Não sei como falar sobre isso com um texto curto, então lá vem textão (juro que é só para esse item)! No Japão os konbinis estão por toda parte, existem mais de 50.000 no país, e ficam abertos 24h por dia, 365 dias do ano. Konbinis são lojas de conveniência, mas são diferentes do que estamos acostumados aqui. Você pode fazer de TUDO lá! Além do básico que já conhecemos (mercearia, higiene pessoal, papelaria, snacks, doces, “comidas”, revistas/jornais etc), nos konbinis o cliente também pode sacar dinheiro no caixa eletrônico, pagar contas, tirar xerox, mandar fax (sim, eles fazem isso), comprar ingressos, imprimir fotos, enviar correspondência e pode até enviar bagagens para algum outro lugar do país (hotéis ou aeroportos, útil para não ficar arrastando malas entre as cidades). Em algumas lojas também vi produtos da Muji (famosa rede japonesa minimalista com itens de decoração, vestuários etc.) a meias e roupas íntimas. Outras têm até banheiro para o público (e os turistas agradecem). Para completar, todas oferecem wi-fi gratuito, coisa que me salvou várias vezes durante a viagem. Mas a melhor parte mesmo era a comida. Comida japonesa de boa qualidade e muito barata! Tinha obentôs (marmita japonesa), oniguiris, sushis, sanduíches, snacks e muito mais (algumas têm até espaguete). E o cliente pode aquecer sua refeição no forninho disponível dentro da loja! Além da farta opção de comida, os konbinis oferecem bebidas quentes e frias, incluindo bebidas alcoólicas. Eu comia alguma coisa de lá todos os dias, sem exagero, porque além de bom, é muito barato. Não sei como seria a minha vida sem essas lojas de conveniência durante minha viagem ao Japão. Saudades, konbinis! ♥
 
Veja o vídeo abaixo da Helô Dela Rosa fazendo um tour em um FamilyMart:



2. Limpeza

As ruas são impecavelmente limpas! Não se vê um pedacinho de papel caído no chão, e se visse, pode ter certeza que alguém vai recolher. Não necessariamente um gari, qualquer pessoa mesmo. Frequentemente se vê voluntários catando lixo pela cidade com suas pinças, dessas de cozinha. Quando eu ia para aqueles lugares turísticos lotados que se deve tirar os sapatos e entrar descalço (geralmente templos), já pensava “ih, vai sujar a minha meia”. Mas não, esses lugares talvez sejam até mais limpos que o chão do meu quarto!

3. Máquinas de bebidas e máquinas de restaurantes

As máquinas de bebidas estão em todos os cantos do Japão. Se você tiver umas moedinhas no bolso, nunca passará sede. Existe uma grande variedade de bebidas quentes e frias na mesma máquina, e dá vontade de sair experimentando tudo! Já as máquinas de restaurantes, você escolhe seu prato nessa máquina (quase sempre ilustrado com fotos), e ela te dá uma fichinha. Entrega-se essa ficha para o atendente e pronto, eles trazem sua comida. É ótimo para os turistas que não falam japonês (já que falar inglês não tem muita utilidade por lá). Lembrando que em restaurantes comuns muitas vezes não existe cardápio em inglês ou ilustrado, muito menos alguém que possa te ajudar traduzindo.

Veja o vídeo abaixo e saiba mais:



4. Metrô silencioso e ordenado

É proibido falar no celular dentro do metrô no Japão, deixando-o no silencioso o tempo todo. Também é proibido assistir vídeos ou ouvir música sem fone de ouvido. Para quem odeia barulho assim como eu, o metrô no Japão é um paraíso, principalmente em Tokyo! Na cidade de Kyoto é um pouco mais barulhento, talvez porque tem muito turista (muito mais que Tokyo). E além do silêncio, todos costumam ser bem educados. Esperam os passageiros saírem do vagão antes de entrar, sem empurra-empurra, formam filas, respeitam o espaço dos outros. É o máximo (igual aqui, só que não)! Na verdade eu só comecei a amar o metrô do Japão depois que voltei para o Brasil e enfrentei o meu primeiro horário de pico após voltar de viagem. Triste! 

5. Cultura da reciclagem

É incrível ver como a coleta seletiva funciona bem no Japão. Todo mundo separa tudo direitinho. Sabe o que é ir em um fast food e as pessoas jogarem canudinho e tampa num lixo, copo no outro e papel sujo no outro? Vi isso com meus próprios olhos! Pode parecer cansativo, mas para mim é maravilhoso! Confesso que às vezes achei confuso, pois existem muitas divisões para a separação, então não sabia onde descartar o lixo corretamente. Mas a divisão basicamente é: lixo queimável, lixo não-queimável e lixo reciclável (e aí entram mais divisões). Achei muito legal ver como o país lida tão responsavelmente com sua produção de lixo.

Veja o vídeo abaixo que fala um pouco sobre a separação de lixo no Japão:


6. Crianças independentes

É impressionante ver criancinhas, de uns 6 ou 7 anos, transitando no metrô e na rua sozinhas numa cidade enorme como Tokyo (e no Japão todo, na verdade)! É uma cena muito comum por lá vê-las indo para escola, para o treino de baseball ou apenas passeando em grupo com os amigos, comendo algodão doce, tomando sorvete etc., sem acompanhamento de um adulto. No metrô em Tokyo eu vi uma mãe com 2 filhos (4 ou 5 anos, no máximo) indo ao banheiro: ela, no banheiro feminino, e os 2 meninos foram sozinhos no masculino. Uma coisa que não é comum aqui na nossa cultura. Além de independentes, eu sinto que lá eles são livres!

Veja o vídeo abaixo que fala um pouco sobre as crianças independentes no Japão:



7. Custo da viagem

Quando eu comecei a planejar a minha viagem, ao contrário da fama que o Japão leva,  já tinha percebido que não era tão caro assim viajar para lá. A hospedagem custou o mesmo que eu já paguei na Europa, passagem aérea também (promocional, claro). Mas não esperava que o resto todo fosse tão barato: comer é barato, passear é barato... Claro que tem coisas caras também (como em todo lugar), mas eu que sempre viajo economicamente, sem luxos, posso dizer que o Japão é muito mais em conta do que se imagina. Dependendo do seu perfil, é até mais barato que viajar para a Europa!

8. Não existe só sashimi pra comer


Muitos brasileiros acham que comida japonesa é só sushi e sashimi. Quando eu falo que não como peixe cru, 80% das pessoas retrucam: “Ué? Uma japonesa que não gosta de comida japonesa?”. Aí nesse momento eu faço aquele clássico ROLLING EYES porque sashimi não é nem 1% de tudo o que a gastronomia japonesa oferece. Você não vai encontrar sashimi em todo canto no Japão, não são muitos restaurantes que servem. A comida típica, do dia a dia mesmo, é comida quente: lámen, udon, sobá, karê, peixe grelhado, carne de porco, arroz com alguma carne empanada. Amei tudo, claro!

9. Bicicletas

Ninguém fala sobre isso, mas é impressionante como o Japão parece Amsterdam no quesito “bicicletas”. Sem exagero, tem ruas inteiras com bicicletas estacionadas, principalmente perto de estações de metrô. E eu não vi ciclovia em lugar nenhum, mas dá tudo certo pois os ciclistas respeitam os pedestres e os carros, e todos respeitam os ciclistas. O mais impressionante é que a maioria das bicicletas que eu vi estacionadas estavam sem cadeado, ficam lá livres, leves e soltas! Mas roubos acontecem de vez em quando, não achem que é 100% seguro. Enfim, Japão também é o país das bikes, quem diria!

10. Os japoneses! 

Eu não esperava ser tão bem tratada no Japão, mesmo já sabendo das histórias sobre isso. Encontrei por lá pessoas extremamente educadas, que pensam no próximo e que fazem seu trabalho da melhor forma possível. É inacreditável como você é bem tratado em lojas, no transporte público, na rua, em todo lugar. Mas na verdade não é nada absurdo, é somente respeito pelo cliente e pelo próximo. Impressiona porque nós brasileiros não estamos acostumados com essa empatia e cidadania tão aflorada, infelizmente. Nas ruas ao pedir informação, todos eram solícitos e tentavam me ajudar, mesmo que não falassem inglês. Assim que cheguei em Tokyo, por exemplo, perguntei para uma moça onde eu poderia comprar a Suica (bilhete único de lá). Ela desceu comigo os 3 andares até a máquina e comprou para mim, também me ensinando como fazer! Depois disso, fui ao balcão de informações perguntar como poderia chegar ao meu hostel, a atendente não só ajudou como mostrou o caminho mais barato e escreveu um passo a passo do caminho, com horários dos trens e baldeações usando diferentes cores de caneta (oi?)! Tem noção? Já cheguei chocada com o tratamento! Outra coisa que eu achei legal é como os japoneses são amigáveis. No bar, por exemplo, ninguém fica só falando com seu grupinho, todos interagem entre si. O melhor do Japão, com certeza são os japoneses! 

Como eu disse no começo, o Japão é um outro planeta dentro deste planeta. Tem que ir lá ver com os seus próprios olhos, acho que não há nada parecido no mundo! Claro que o país também tem suas falhas, mas confesso que a lista de coisas que "odiei" é bem menor que a das coisas que eu amei (veja aqui a lista das 5 coisas que eu odiei no Japão). Só sei que é improvável não sair de lá encantado e querendo voltar o mais rápido que puder. Impossível não amar o Japão! ♥


Posts relacionados


5 Coisas Que Eu Odiei no Japão



Antes de mais nada, a lista de coisas que eu odiei no Japão na verdade é um odiei entre aspas. Nada do que eu não tenha gostado me fez realmente odiar o Japão. É só ver que a lista de coisas que amei é bem maior que a de coisas que eu odiei (leiam esse post: 10 coisas que eu amei no Japão). Mas também não existe lugar perfeito, não é? Essa lista tem as impressões de uma turista que viajou por apenas 3 semanas pelo Japão. Quem mora lá provavelmente deve ter ideias e questões diferentes das minhas, por isso é somente um ponto de vista pessoal, não uma crítica a esse país simplesmente INCRÍVEL!

Então lá vai a lista de coisas que eu odiei no Japão:

1. Cigarro e área de fumantes

No Japão as pessoas fumam demais! É permitido fumar na maioria dos lugares fechados, e mesmo se existe uma área para fumantes no ambiente, às vezes é só um espaço separado por uma linha no chão. Então aquele "futum" de fumaça se espalha no local. Eu, não fumante que detesta cheiro de cigarro, sofri! Imagina entrar em um Burger King, por exemplo, e sentir aquele cheiro horrível de cigarro? É muito estranho! Os fumantes devem amar, mas eu detestei! Foi a coisa que menos gostei no Japão.

2. Ausência de latas de lixo

É difícil encontrar latas de lixo nas ruas do Japão. A maioria dos japoneses guardam seus lixos o dia todo para depois descartar na lixeira adequada. Lá, tirando os orgânicos, tudo é reciclado, tudo mesmo! E todos seguem as regras da coleta seletiva e separam certinho. Então, no final das contas, esse item é daqueles que você ama e odeia ao mesmo tempo! É uma questão de costume, e é importante se adequar a cultura do país em que você está. Mas não tem como negar que não é muito conveniente ficar carregando seu lixo o dia todo quando se está viajando.

3. Placas na rua

É muito raro encontrar placas com o nome das ruas, nem em alfabeto romano, nem em japonês. Eu só vi placas (em romano) em Kyoto, mas somente para as avenidas principais. Como fazer para saber qual o nome da rua que você está? Impossível se localizar sozinho. O que eu fazia era sempre ter um mapa nas mãos e me guiar por ele. Ou, se eu continuasse perdida, procurava um wi-fi pra me encontrar no Google Maps.

4. Banheiros sem papel para enxugar as mãos

A maioria dos banheiros públicos no Japão, seja na rua, shoppings ou restaurantes, não tem papel nem secador para enxugar as mãos. Resultado: você sai com as mãos pingando mesmo! Acho que por isso todo mundo anda com lencinhos de papel de bolso por lá.

5. Distância e fuso

Japão, porque tão longe? Detesto essa distância tão grande entre o Brasil e o Japão. O voo é cruel (ainda mais com conexões longas), o fuso é cruel, a adaptação é cruel, não é fácil. Levei mais de uma semana para me adaptar ao fuso quando eu cheguei lá. Para se ter ideia, eu sentia sono super cedo, umas 20h já ia deitar, e acordava todos os dias sem despertador lá pelas 6h da manhã. Horrível! Na volta ao Brasil foi bem pior, eu não conseguia me manter acordada durante o dia na primeira semana! Além disso, por ser tão longe, a passagem é uma das mais caras. Se fosse mais perto acho que eu voltaria todo ano, haha. Porque tããão longe?

E no final das contas, mesmo odiando isso tudo, é impossível não amar o país do Sol Nascente.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Nova York no Inverno: Dicas de Passeios

O que fazer em Nova York no inverno? Tudo! Faça absolutamente tudo o que você faria em outra estação, mas com aquele toque especial de neve e/ou frio te acompanhando.

Porém, antes de planejar o que fazer, pense em se proteger do frio. A mínima de temperatura que peguei lá foi -7ºC. Não é o pior dos mundos (eles dizem), mas imagine para quem estreou pela primeira vez na neve, como eu. Garanta na sua mala um bom casaco de inverno impermeável/corta-vento, roupas "segunda pele", roupas térmicas (até meias), roupas de lã (ou que imitem lã), botas ou tênis impermeáveis, luvas, cachecol e touca. E repita roupas, não precisa exagerar na bagagem.

Particularmente, viajar para Nova York no inverno foi muito marcante para mim por dois motivos: era minha primeira vez visitando Nova York e também era a minha primeira vez vendo a neve caindo. Sim, foi mágico! Por muitas vezes me vi dentro de cenas de filme, e outras nem tanto (como quando eu literalmente caí na real ao pisar na neve derretida e escorreguei na escadaria do metrô, ficando com o traseiro roxo).

Mas o que fazer mesmo em NYC no inverno?

Listamos abaixo alguns lugares imperdíveis que você deve ir. Confira!

Patinação no Gelo
Um clássico do inverno no hemisfério norte. Aproveite que está em NY e dê vexame (ou show) na patinação!

O famoso Rockfeller Center
Fonte: Tripadvisor | Usuário: Bernd S



A mais famosa pista de Nova York e do mundo. Confira as informações para esta temporada (via Visite Nova York e Dicas Nova York):
- Temporada: 7 de outubro de 2017 até abril de 2018
- Horário de abertura: as sessões de patinação duram 1h30, começam a partir das 8h30 da manhã e vão até a meia-noite.
- Valores: U$25 a U$35 para adultos e U$15 para crianças (até 11 anos). Aluguel de Patins: U$12.
- Localização: 45 Rockefeller Plaza.


O popular (e gratuito) Bryant Park
Maior que a pista da Rockfeller e com entrada gratuita, Bryant Park fica próximo da Times Square. Confira as informações para esta temporada (via Visite Nova York):
- Temporada: 28 de outubro de 2017 até 4 de março de 2018.
- Horário de abertura: diariamente das 8h às 22h.
- Valores: entrada gratuita. Aluguel de patins: U$25.
- Localização: 42nd Street (entre a 5th Avenue e a 6th Avenue).

As pistas do Central Park
Fonte: Tripadvisor | Usuário: Evelinconte

Quer patinar no Central Park? Vá até o rinque de patinação Wollman Rink. Confira as informações para esta temporada (via Visite Nova York):
- Temporada: 23 de outubro de 2017 até o 28 de fevereiro de 2018.
- Horário de abertura: Segunda e terça: 10h – 14h30 / Quarta e quinta: 10h – 22h / Sexta e sábado: 10h – 23h / Domingo: 10h – 21h
- Valores: U$12 de segunda a quinta / U$19 de sexta a domingo e feriados.
- Localização: 62nd Street (ao lado da Fifth Avenue - lado leste - do Central Park). 

Mais para a direção norte do parque, existe o rinque Lasker Rink (que no verão se torna uma piscina pública). Confira as informações para esta temporada (via Visite Nova York):
- Temporada: final de outubro de 2017 até meados de março de 2018.
- Horário de abertura: Segunda, Terça, Quinta: 9h30 - 16h / Quarta: 9h - 14h30 / Sexta: 9h30 - 14h50 e 18h - 23h / Sábado: 13h - 23h / Domingo: 12h30 - 16h30.
- Valores: U$8 para adultos e U$4 para crianças. Aluguel de patins:U$7.
- Localização: Central Park, altura da 107th Street, lado leste do parque (Fifth Avenue).

Comer
Comer no inverno requer coisas mais gordinhas e saborosas. Por isso listei aqui somente as delícias fat que experimentei por lá (também tem uma opçãozinha fit lá embaixo, vai)!

Max Brenner [chocolateria]
Fonte: Tripadvisor | Usuário Demetra Cyprus
Max Brenner é uma rede mundial de restaurante especializado em chocolate (que também servem refeições e lanches). Destaque para o fondue e pizza com marshmallow.
Endereço: 841 Broadway Street.

Hometown Bar-B-Que [churrasco]
Fonte: Tripadvisor | Usuário Mfsnyder11050

Restaurante rústico no bairro do Brooklyn, com chopp artesanal e Brooklyn style barbeque (churrasco de bacon e costela defumados). Também existem opções gluten free e vegetarianas.
Endereço: 454 Van Brunt Street, Brooklyn.

Chelsea Market [mercado/feira]
Um enorme e charmoso galpão com vários tipos de restaurantes, snacks rápidos, feira e lojinhas com acessórios para cozinha.
Endereço: 75 9th Avenue.

Gray's Papaya [hot-dog]
O mais famoso e saboroso hot-dog de Nova York (não que eu tenha comido todos, mas é o que dizem). Salsicha estilo Frankfurter assada na hora. O lugar é simples, sem cadeiras e mesas. Combo refri+dog por apenas U$ 5,99!
Endereço: 2090 Broadway Ste 1.

Shake Shack [hamburgueria]
Famosa rede de fast food com hambúrgueres e fritas muito saborosos! Destaque para 'Shroom Burger, hambúrguer de cogumelo portobello empanado recheado com queijo. Ah, serve-se chopp!
São 10 lanchonetes em Nova York, confira clicando aqui.

Katz's Deli [lanches]


O clássico sanduíche de pastrami dá a fama ao local. O restaurante também é lembrado pela cena abaixo do filme Harry e Sally. De fato tem uma indicação na mesa em que eles se sentaram. Você ousaria reproduzir esta cena? Se sim, me chame.
Endereço: 205 E Houston Street.



Artichoke Basille's Pizza
Fonte: Tripadvisor | Usuário Federica C

Pizza vendida inteira ou em pedaços e sinceramente, uma das mais saborosas que já provei. Experimente a deliciosa pizza de alcachofra, que dá nome ao local.
Vários endereços, confira aqui.

Fairway Market e Whole Foods Market [mercados]
Se quiser consumir comidas saudáveis, prontas ou para cozinhar onde está hospedado, estes dois mercados têm ótimas opções. Veja os endereços nos respectivos sites.

Flanar
O famoso "dar uma rodada por aí", "bater perna". Por isso, agasalhe-se bem e bora flanar!

Central Park
Central Park coberto de neve pode ser um passeio de um dia inteiro se você parar para admirar as vistas, os esquilos, os lagos, os pontos turísticos. Realmente inspirador! Provavelmente você passará mais de uma vez por lá.

Andar de bicicleta por Nova York

Tenha um cartão de crédito em mãos e alugue uma bike nessas máquinas espalhadas pela cidade. Nova York não é um lugar bike friendly (ciclovias são bem limitadas), mas os motoristas new yorkers são muito cordiais com o povo de duas rodas. Passeio altamente recomendado em dias que não estejam nevando!

Brooklin Bridge


Atravessar a pé a clássica ponte que liga o distrito de Brooklyn com Manhattan é inesquecível. Vá sem pressa e curta todo o rush e vista da cidade. Eu fui apenas à noite, mas gostaria de ter ido durante o dia também. Faça isso por mim!

Bairro Red Hook [Brooklyn]
Red Hook é um bairro revitalizado do Brooklyn, sendo hoje um lugar charmoso, com ótimos lugares para comer e beber (Hometown Bar-B-Que, por exemplo). Passeie pelo píer do canal Red Hook, de lá é possível observar a Estátua da Liberdade.

Times Square


Parada obrigatória, seja de dia ou de noite! Perca horas assistindo os luminosos do quarteirão. E provavelmente você passará muitas vezes por lá na sua visita.

Wall Street


Wall Street é o coração do distrito financeiro de Nova York, onde está localizada a Bolsa de Valores. Lá você pode visitar o Trump Building, a Igreja Trinity, tirar foto com as estátuas da menina que encara o Touro (Fearless Girl Statue) e o próprio Touro de Bronze. Tem até fila para alisar as "partes" do bicho, que dizem que traz sorte!

Memorial 11 de Setembro
O local fica próximo a Wall Street. Possui dois memoriais idênticos (um para homenagear as vítimas de cada torre) e um museu sobre o fatídico dia que mudou a cidade e o mundo.
Endereço: 180 Greenwich Street.

Chinatown
Um bairro inteiro com lojas, mercados e restaurantes orientais, mas também com muitas bugigangas. Dica: compre lá souvenirs para presentear os amigos, é muito mais em conta.

Biblioteca Pública de Nova York
Icônica obra da arquitetura nova iorquina, é uma das mais marcantes e importantes bibliotecas do mundo. Seu prédio também faz parte de cenas de filmes e séries americanas, com destaque para o filme O Dia Depois de Amanhã. A Árvore de Natal montada no hall da biblioteca soma ao charme de suas escadarias, paredes e chão de mármore.
Endereço: 476 5th Avenue.

Grand Central Terminal
Também muito familiar pelos filmes e séries, a Grand Central vai além de uma estação de metrô/trem. É um grande complexo de compras e gastronomia, além de um ponto turístico com arquitetura marcante.
Dica: Procure pela Whispering Gallery (Galeria do Sussurro). Esta galeria possui uma propriedade acústica interessante: quando duas pessoas estão em arcos diagonais (uma pessoa em cada ponta) e sussurram para a parede, elas podem "se ouvir" perfeitamente. Não há sinalização, mas é localizado em frente ao Oyster Bar & Restaurant.
Endereço: 89 e 42nd Street.

Passeios Pagos
Museu da História Natural


O museu também é velho conhecido nosso pelos filmes e séries, com destaque para o Uma Noite No Museu. O acervo passa por bonecos simulando povos antigos e atuais, fauna e flora de todos os tipos, além de peças históricas da humanidade.
Endereço: Central Park West & 79th Street.

Empire State Building


Nova York tem algumas opções de observatórios (veja aqui), mas optamos pelo Empire State para também visitar o lendário prédio por dentro. Não me arrependi da escolha porque além de ser o mais alto, a experiência é inesquecível: a arquitetura retrô, as peças de museu e fotos que contam mais sobre a história da construção e claro, a vista, valem muito a pena!
Endereço: Central Park West & 79th Street (Upper West Side)

Espetáculo O Rei Leão na Broadway
Ir a um espetáculo na Broadway é quase um dever em alguma das suas idas para Nova York. Prepare seu bolso porque é um investimento alto (ainda mais que também existem alguns fatores convincentes lá dentro como drinks, pipoca, souvenirs etc.).
O espetáculo escolhido foi O Rei Leão e não poderíamos ter acertado mais! Encantador e surpreendente do começo ao fim.
Dica: procure os postos da TKTS para ingressos mais baratos na Broadway. Claro que depende da peça, de horários e dias (e da sorte também).
Endereço: 200 W 45th Street (Minskoff Theatre).

Comprar
As dicas abaixo são do post da Joyce Ramos. Você pode conferí-las por completo clicando aqui:

Woodbury Common Premium Outlets
Outlet a céu aberto, com uma linda vista para as montanhas e com mais de 200 lojas de marcas famosas fica em upstate New York, cerca de 1 hora de distância de Manhattan.
Endereço: 498 Red Apple Court, Central Valley-NY.

Jersey Gardens [outlet]
Outlet coberto estilo shopping, não tão grande quanto o Woodbury mas também dá para passar o dia fazendo compras. Fica localizado na cidade de New Jersey.
Endereço: 651 Kapkowski Road, Elizabeth-NJ.

Target [loja de departamento etc.]
A Target funciona como um hipermercado, com cara de loja de departamento, toques de loja de brinquedos, farmácia, eletrônicos e muito mais. A melhor de NY fica no Brooklyn.
Endereços: Atlantic Terminal, 139 Flatbush Avenue (Brooklyn) / East River Plaza, 517 East 117th Street (Harlem).

Macy's [shopping]

A maior loja do mundo é a preferida dos turistas em NY. Ao entrar, procure o balcão de atendimento e peça um mapa. 
Endereço151 West 34th Street

Walgreens/CVS/Duane Reade [farmácias]
Misto de farmácia com supermercado, livraria e todas as conveniências necessárias. Walgreens e CVS estão presentes em todo o território americano, já a Duane Reade só tem em NYC. Você com certeza vai se deparar com muitas espalhadas por Manhattan. E a maioria delas fica aberta 24 horas.

Toys"R"Us [loja de brinquedos]

Loja de brinquedos na Times Square. Todos enlouquecem com a roda gigante bem no meio da loja, com os rugidos do Tiranossauro Rex animatrônico, com a casa da Barbie em tamanho real e as demonstrações ao vivo das novidades no mundo dos brinquedos.
Endereço: 1514 Broadway com 44th Street

UNIQLO [loja de roupas e acessórios]
Marca japonesa básica e moderna, a UNIQLO tem peças com tecidos ultra tecnológicos para esportes ou proteção do frio.
A loja possui vários endereços na cidade, confira clicando aqui.

MoMA Design Store [loja de souvenirs]
Esta é para os fãs de design, com uma variedade incrível de acessórios, utilidades domésticas, decoração, papelaria e presentes super criativos, inteligentes, originais. O valor de todas as vendas é destinado para o apoio de projetos do Museum of Modern Art.
Endereço: 81 Spring Street (SoHo).


Gostou da dicas? Tem mais alguma para compartilhar com a gente? Deixe seu comentário!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Turismo na Jamaica: Resort, Passeios, Dicas e Curiosidades

Fazendo um pequeno resumo, a Jamaica é uma ilha pertencente à região do Caribe, e fica logo abaixo de Cuba. De colonização britânica, este país faz parte da Commonwealth, ou seja, o país é reinado pela Rainha Elizabeth II.
Apesar da capital ser Kingston, o aeroporto que mais recebe turistas é o de Montego Bay. E foi de lá que parti para Ocho Rios, onde tive minha primeira experiência em Resort All Inclusive (o que já teve suas particularidades). Além disso, fiz passeios e descobri algumas curiosidades sobre o país. Vamos conferir?

Experiência no Resort

ClubHotel RIU Ocho Rios






















Eu não sei se é assim em todo o Caribe, mas na Jamaica os resorts mais parecem uma extensão dos Estados Unidos. Só dá americanos! Seria por que os jamaicanos também falam inglês? Tenho quase certeza que sim.
E como os resorts de lá sabem disso, eles fazem tudo para agradar seu maior público. Ou seja, se você quiser ver uma bela apresentação de dança e música jamaicana dentro do resort, é melhor desistir. Tudo gira em torno dos americanos, desde o entretenimento até o café da manhã, com todas aquelas delícias gordas que só os yankees comem quando acordam.
Reservamos o resort ClubHotel RIU Ocho Rios com aéreo incluso pela empresa Cheap Caribbean (com saídas apenas dos Estados Unidos).
Apesar de lá ser inverno no fim do ano, tivemos temperaturas agradáveis entre 20 e 30 °C. Porém também pegamos chuva, um inverno similar ao do litoral do nosso Nordeste.
A praia que está o resort é praticamente privativa. O acesso pode ser feito diretamente pelo resort, mas não exclusivamente.
O sistema é all inclusive para bebidas e refeições. E é aquilo que já se imagina: encantador nos primeiros dias, e angustiante nos últimos, pois nesta altura você já estará louco por um temperinho diferente.

Passeios
Um fato quando se escolhe ficar em Resort All Inclusive é que não se sai muito para passear. Eis a questão de quem viaja para descansar e quem viaja para cansar. O meu perfil é mais o segundo, mas não vou negar que foi bom relaxar olhando para o mar do Caribe sem pensar em nada, com uma piña colada numa mão, e um franguinho na outra.
De qualquer forma, fechamos 3 passeios para uma semana e listei-os aqui abaixo. Também enumerei os que não fizemos, mas que ficaram na lista para uma próxima oportunidade (sim, quero ir de novo)!

The Bob Marley Museum (Nine Mile)

Mausoléu do Bob Marley


Existem dois museus do Bob Marley na Jamaica, um em Kingston e outro em Nine Mile. O de Nine Mile tem um significado especial: foi lá onde ele foi criado e é onde está enterrado. A casa em que nasceu e cresceu, além do mausoléu com seu imponente túmulo de mármore, ficam dentro deste grande complexo que ainda conta com bares, lojas e outros ambientes.
Dica: a estrada para chegar lá é bem perigosa, como a maioria na Jamaica. Melhor contratar alguém para levar e trazer.
Ah, é permitido fumar lá dentro, se vocês me entendem.

Blue Lagoon (Port Antonio)

Eu sendo turista-trouxa no passeio de balsa de bambu. Mas valeu pelas fotos :)



Importante ponto turístico, devido à beleza da lagoa e por também ser uma das duas locações usadas no filme A Lagoa Azul.
A água tem tons incríveis de azul, diferentes temperaturas e também alta densidade, o que dificulta mergulhos mais profundos.
Chegando na região, empurram um rápido passeio de balsa de bambu (80 dólares por balsa - 2 pessoas no máximo). Se você quer poupar seu rico dinheirinho e souber nadar, pode atravessar a lagoa até a faixa de areia do outro lado e aproveitar a paisagem, que é de tirar o fôlego. 

Dunn's River Falls and Park (Ocho Rios)


TripAdvisor / User @Eaglet64



O parque que une cachoeira e praia no mesmo lugar. A principal atração é escalar a imponente cachoeira do rio Dunn, que deságua no mar.
Pode-se ir com ou sem guia, mas o valor do serviço do guia é bem barato e vale a pena para se sentir mais seguro, já que se sobe em equipe e de mãos dadas.
Se tiver, leve seu water shoes (sapatilha aquática) ou alugue por lá.

Rainforest Adventures Jamaica - Mystic Mountain (Ocho Rios)


Apesar de ser praticamente do lado do resort em que estava, não consegui visitar este parque. :(
As principais atrações são o teleférico que leva até o alto da montanha, e o bobsled, estilo uma montanha-russa sem máquinas que cruza a floresta (este que Glória Maria andou e virou um meme incrível).

The Glistening Waters - Lagoa Luminosa (Falmouth)
A Luminous Lagoon tem um fenômeno natural muito particular: à noite, ela se ilumina com um azul fluorescente conforme a água é movimentada. Por U$ 25, você pode ir de barco passear pela lagoa. Nesse passeio também é possível nadar e ver toda a mágica acontecer!
PS: Dê um Google para ver as fotos da lagoa. Como não cheguei a ir lá, não consegui pegar nenhuma foto autorizada sem que turistas estejam nela. =/

Rick's Cafe (Negril)

TripAdvisor / User @Scott_W



Bar em Negril com música ao vivo e vista privilegiada para o pôr do sol no mar. Localizado em um penhasco, os visitantes mais corajosos ainda podem pular diretamente na água e nadar sem sair da área do bar.

Mais informações e cuidados na Jamaica

O que o brasileiro precisa para entrar na Jamaica?
Somente um passaporte válido e vacina da febre amarela (veja aqui onde se vacinar em SP Capital). Não precisa de visto.

Temperatura
Site: guiaviagem.org

Moeda
A moeda local é o Dólar Jamaicano, mas não tem necessidade de trocar, principalmente se sua vivência será maior parte dentro de resort. Fomos somente com Dólar Americano e foi suficiente. Porém sentimos falta em ter o dinheiro local para comprar uma cerveja num barzinho local, por exemplo. Nosso motorista nos ajudou na "conversão".

A maconha é legalizada?
Por mais estranho que pareça, não. No resort eles dão até um recadinho em papel lembrando disso, que apesar da fama da Jamaica, a maconha não é legalizada para uso recreativo.
Não que seja difícil de achar, muito pelo contrário. Mas lembre-se que sendo proibido, pode haver consequências se você for pego fumando ou comprando. Então é por sua conta e risco, ok?

A pobreza e violência
Saindo da bolha do resort é que se cai na realidade: a Jamaica é um país muito, muito pobre. É muito comum ver crianças de todos os tamanhos pedindo dinheiro, principalmente em Nine Mile.
Saímos para os passeios somente com um motorista local, porque os relatos sobre violência lá são constantes. Mas isso não é impedimento de se fazer passeios sozinhos ou se hospedar em outros lugares. Já sabemos de muita gente que faz mochilão por lá e, tendo os devidos cuidados e informações, com certeza é uma ótima experiência para ficar mais perto da rica cultura jamaicana e do seu povo.

Assédio e machismo
Vivemos e observamos algumas experiências de machismo na Jamaica. O assédio (fora de ambientes de hospedagem) é grande, mesmo estando acompanhada. Se você for mulher e pretende ir para a Jamaica, é melhor ter isso em mente (infelizmente).

Preços abusivos para turistas
Cada passeio é um susto para o seu bolso. Talvez também por isso não conseguimos fazer muita coisa. Em um país tão pobre onde uma das principais fontes de renda é o turismo, os valores dos passeios estão bem acima do que você pagaria normalmente. Esteja preparado com dólares na carteira, e pechinche o quanto puder.
Além disso, não compre nada que está sendo empurrado para você. Lá tem muito disso e a sensação é de estar sendo extorquido.


Com tudo dito, posso finalizar aqui que vale muito a pena visitar a Jamaica! Sua natureza, história, cultura e povo definitivamente se destacam no Caribe e no resto do mundo. :)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Como tirar visto de turismo para o Japão

Foto: Rafael Helfstein






Está planejando uma viagem ao Japão? Então não se esqueça de tirar o visto japonês!
Mas não se assuste, o processo de solicitação de visto de turismo é muito mais fácil e menos burocrático que o visto americano, por exemplo. Por isso mesmo não é necessário contratar agência pra fazer isso, mas caso você resida em uma cidade que não tenha um consulado ou embaixada japonesa por perto, é válido contratar uma agência para não precisar ir pessoalmente fazer a solicitação.

Apesar do processo de pedido de visto de turismo ser super fácil e rápido, o consulado é exigente quanto aos requisitos. Por isso, leve tudo que eles pedem, do jeito que eles pedem.
Se estiver faltando algo, tiver algo fora do padrão ou acharem que você não comprovou que tem condições para dar entrada, eles simplesmente não aceitam seus documentos e pedem para retornar com os documentos corretos ou comprovantes adicionais. Eu mesma levei tudo bonitinho, mas como sou autônoma, pediram mais documentos para comprovar que eu não tinha apenas bens, mas também rendimentos mensais. Voltei outro dia levando o que pediram e deu tudo certo! 

Mas vamos ao passo a passo:

1. Planeje, compre e reserve sua viagem
Antes de solicitar o visto é importante saber que, depois que o visto é emitido, você tem 3 meses para entrar no Japão. Então não adianta tirar com muita antecedência. Além disso, você precisa já ter tudo comprado e reservado antes de tirar o visto, como: passagem aérea emitida, roteiro decidido, reservas de hospedagem feitas e documentos todos em mãos. A duração do visto depende de quanto tempo você vai ficar no Japão. Eu recebi o visto de de 30 dias (mas ficarei 20). De qualquer forma, o limite de visto de turismo é de 90 dias. Lembrando que cada visto comum é válido para somente 1 entrada, então se você pretende sair e entrar novamente no Japão na mesma viagem, você deve tirar o visto de múltiplas entradas.


2. Separe os documentos
Apresente todos os documentos da lista abaixo em formato A4, sem impressão no verso. Também preencha o formulário de forma legível, de preferência em letra de forma.

  • Passaporte com data de expiração maior que 3 meses (original)
  • Formulário de solicitação de visto (assinado como no passaporte). Baixe aqui.
    - Menores de 18 anos: assinatura do responsável + cópia do RG do responsável
  • 1 foto 4,5 x 4,5 ou 3 x 4 nítida e recente 
  • Carteira de Identidade RG ou RNE (cópia simples) 
  • Passagem de ida e volta ou print de reserva de todos os trechos 
  • Cronograma de viagem. Baixe aqui
  • Comprovante de renda: Imposto de Renda Pessoa Física (todas as páginas, inclusive o recibo de entrega) e extratos bancários dos 3 últimos meses (conta corrente, poupança, investimentos)
    - Dependente de pais, filhos ou cônjuge: comprovante de renda do financiador da viagem e documento que comprove a relação familiar (cópia simples) 

DICAS:
Formulário: em nomes e endereços de onde pretende ficar, escreva só o primeiro hotel. 
Cronograma: coloque as datas, cidades, endereços completos e telefone de onde você vai ficar durante a sua viagem. Ex.: 01/01/18 | Tokyo | Hotel X, Endereço, Tel: 0000-0000


3. Solicite o visto
Com todos os documentos necessários em mãos, compareça no consulado de segunda, quarta ou sexta-feira, das 9h às 12h. Não é necessário agendamento para isso, o atendimento é feito por ordem de chegada. Você deve ir pessoalmente fazer a solicitação e a retirada, mas também são permitidos que parentes de primeiro grau (pais, irmãos, cônjuges) com documento que comprove o parentesco, façam isso por você.


4. Retirada do visto e pagamento
O visto geralmente fica pronto em 2 dias úteis. A retirada é feita de segunda a sexta-feira, das 14h às 16h, no mesmo lugar. Na hora de retirar você deve pagar a taxa em dinheiro, que hoje é de R$ 97 (para saber o valor atualizado da taxa, clique aqui). Se a sua viagem inclui Okinawa no roteiro, você fica isento do pagamento da taxa consular se apresentar documento que comprove (passagem aérea ou reserva de hotel). 

DICA (para o consulado de São Paulo): 
Se chegar antes do horário, tanto pra solicitar quanto pra retirar o visto, avise na recepção que eles darão uma senha para atendimento por ordem de chegada, para fazer seu cadastro de entrada no prédio. De qualquer forma, eles começam a liberar a entrada pontualmente às 9h ou 14h, mas pelo menos sua espera será menor.


Tudo certo? Está com o visto na mão? Agora é só fazer a mala e boa viagem! 
Gokigen yo sayonara!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...