quarta-feira, 14 de março de 2018

Mochilão Na Nova Zelândia (pt.1): O Que Fazer Na Ilha Sul

O post de hoje é uma colaboração do nosso amigo Elton Dias, que fez uma viagem incrível para a Nova Zelândia em janeiro de 2018. Esperamos que gostem deste relato e das dicas sobre a Ilha Sul!




Nova Zelândia é um país relativamente pequeno, mas suas belezas naturais são tão numerosas e diversas que é quase impossível não sair de lá com a sensação de ter algo mais a se ver. Em janeiro de 2018 fiz uma viagem de 18 dias, passando metade do tempo em cada ilha do país, e mesmo assim foi bem corrido. Assim como a Tatiana, uma das blogueiras do Oysters' World, eu também sou adepto da ideia de não repetir destinos em viagens, mas a Nova Zelândia me fez querer quebrar essa regra: pela primeira vez eu saí de um lugar já querendo um dia voltar.
Aqui vou contar um pouco como foi a minha viagem. Espero ajudar você que está planejando ir para Nova Zelândia mas ainda está perdido no roteiro. E já deixo a primeira dica: se planeja visitar as duas ilhas de uma vez, tente ver primeiro a Ilha Norte e depois a Ilha Sul. E por quê? A Ilha Sul é mais bonita e mais impactante. Eu, por motivos de logística, fiz o inverso. Então este primeiro post será sobre a Ilha Sul.

Tour da Wild Kiwi pela Ilha Sul




Após pesquisar os destinos e me ver meio perdido para decidir tudo sozinho, optei por fazer um tour guiado. Reservei uns dias em Christchurch (maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia) e fechei um tour que começava e terminava nessa cidade, facilitando minha logística de malas e voos.
Eu fiz este tour, operado pela Wild Kiwi. Esta empresa só aceita pessoas na faixa etária entre 18 e 35 anos, então era uma turma jovem e bem animada, muitos fazendo a trip para praticar skydiving, bungee jumping etc. A van era confortável, e nas cidades captava Wi-Fi. O motorista era um cara tão aventureiro quanto o pessoal do tour. Também era muito atencioso para fazer as reservas do pessoal, tirar dúvidas e no fim do dia, estava sempre junto para tomar uma cerveja. Além disso, todos hostels escolhidos pela Wild Kiwi eram muito bons. No fim, este tour acabou sendo melhor do que eu esperava.


Dia 1: Chegando em Christchurch (Jucy Snooze Hostel)
Cheguei em Christchurch no primeiro dia e fiquei em um Hostel perto do aeroporto, de onde o tour começava no dia seguinte. E acertei na escolha! O Hostel se chama Jucy Snooze, e possui camas-cabines, onde você pode "se fechar" e ter total privacidade, mesmo num quarto compartilhado. Essas camas possuem tomadas comuns, tomadas USBs, controle de luz e até ar condicionado. Se você também planeja fazer um tour, o Jucy Snooze é uma ótima escolha porque dá para ir a pé até o aeroporto e você não perde tempo com uma viagem extra. Eu escolhi este pela localidade e acabou sendo um dos melhores hostels que já fiquei. Clique aqui e faça sua reserva no Jucy Snooze pelo Booking.com.


Dia 2: Castle Hill, Arthur's Pass e Hokitika

1. Castle Hill  |  2. Hokitika



No segundo dia a viagem efetivamente começou. Encontrei o pessoal do tour no aeroporto e partimos de Christchurch com destino ao Glaciar Franz Josef, fazendo algumas paradas no caminho. A primeira foi em Castle Hill, e foi o ponto alto do dia. Pudemos fazer uma pequena trilha até o topo de uma das montanhas e ver a paisagem lá de cima. Depois seguimos viagem, atravessando o Arthur's Pass National Park e fizemos uma rápida parada na pequena cidade de Hokitika para ver o mar. E como acontece em todo tour deste tipo, acabamos passando bastante tempo na van e as paradas acabam sendo mais curtas do que você gostaria. O bom é que a paisagem da estrada é bonita o tempo todo. Não são apenas os destinos que são atrativos, todo o caminho é incrivelmente bonito.


Dia 3: Franz Josef Glacier

Franz Josef Glacier. Última foto: fim da trilha, o ponto mais próximo do gelo que chegamos.



Aqui tivemos um dia livre em Franz Josef, cidade turística que fica próxima às montanhas com gelo e tem um monte de atrações. Eu escolhi fazer apenas a trilha que chega perto da montanha porque era a única atração gratuita. E depois disso, resolvi dar uma volta pela cidade. Caso queira realmente andar no topo da montanha em meio ao gelo, você pode comprar o passeio Heli Hike, que custa uns 500 dólares neo-zelandeses. Aparentemente é tão legal quanto caro.
Algumas pessoas do meu tour praticaram o skydiving (paraquedismo) na cidade. Pelo que relataram, é ótimo saltar em Franz Josef, tanto pela experiência quanto pela vista.   


Dia 4: Lake Matheson, Haast Pass e Wanaka

1. Lake Matheson  |  2 e 3. As paisagens na estrada  |  4. Wanaka



Neste dia, voltamos a pegar a estrada. Viajamos de Franz Josef até a cidade de Queenstown, fazendo algumas paradas no caminho. A primeira foi no Lake Matheson, um lago com um reflexo tão forte que parece um espelho. Realmente incrível! Depois seguimos pela estrada Haast Pass, aumentando a sensação de que a Nova Zelândia é linda o tempo todo. Por fim, fizemos uma parada na cidade de Wanaka, para dar um mergulho no lago e apreciar a vista antes de seguir ao nosso destino final do dia: Queenstown.
  

Dia 5: Milford Sound

Cruzeiro em Milford Sound



De Queenstown, fizemos um bate-volta até Milford Sound, o mais famoso fiorde da Nova Zelândia. Foi um pouco cansativo porque passamos praticamente o dia todo na van, mas vale a pena. Em Milford Sound, pegamos um cruzeiro que custa uns 60 dólares neozelandeses e passa por todo o fiorde. É um passeio obrigatório para quem vai até lá. O cruzeiro passa por lindas cachoeiras, e além disso, também conseguimos observar leões-marinhos. Se você tiver sorte, também conseguirá ver golfinhos.


Dia 6: Queenstown

1. Queenstown  |  2. A baía da cidade  |  3. Paraglading  |  4. A pista do Luge



Tivemos um dia livre em Queenstown, que é conhecida como a capital da adrenalina. A fama se deve às várias opções de esportes radicais para praticar, como Bungee Jump, Canyon Swing (semelhante ao bungee jump, mas em um canyon) e o Skydiving. E no inverno o leque de opções aumenta, com o Ski e Snowboard. Eu escolhi fazer apenas o Paraglading e curti muito. A sensação de voar sobre a cidade e a vista lá de cima é surreal. Experiência altamente recomendável! Custou cerca de 250 dólares neozelandeses (incluindo o salto e o pen drive com as fotos). Após o salto, fui no Luge, que é a descida da montanha numa espécie de carrinhos de rolimã. Eles não pegam tanta velocidade, mas foi divertido.
Depois eu fui andar pela cidade e gostei de tudo o que eu vi. Queenstown se tornou a minha cidade preferida da Nova Zelândia. Ela é toda turística, tem um clima de festa misturado com paz. Há algo especial ali. Para fechar o dia, consegui comer na conhecida lanchonete Fergburger, que fazia fila no quarteirão e me disseram ser o hambúrguer mais famoso do país. E é mesmo muito bom.


Dia 7: Mount Cook

1. Paisagem na estrada  |  2 e 4. A trilha em Mount Cook  |  3. Hooker Lake



No sétimo dia, nós viajamos de Queenstown até Mount Cook, com rápidas paradas no caminho pra ver as paisagens da estrada. Chegando lá, fizemos a trilha que ia até Hooker Lake, com duração de aproximadamente 2h30. E esse acabou sendo, na minha opinião, o lugar mais bonito da Nova Zelândia. As montanhas com gelo eram meio que um contraste, porque o clima estava quente. E a trilha inteira é de paisagens surreais. É altamente recomendável colocar Mount Cook no seu roteiro.


Dias 8 e 9: Christchurch

1. Church of the Good Shepherd no Lake Tekapo  |  2, 3 e 4: Christchurch



No último dia do tour, voltamos pra Christchurch partindo de Mount Cook, a montanha mais alta da Nova Zelândia. Tivemos poucas paradas neste dia, entretanto a mais icônica foi no Lake Tekapo, onde está localizada a famosa Church of the Good Shepherd em frente ao lago. A igreja é bem pequena, não tem nada dentro dela, mas a vista dela com o lago é demais.
No dia seguinte eu tive um dia livre pra andar por Christchurch e conhecer a cidade. Christchurch é uma cidade um pouco triste devido ao histórico de dois terremotos recentes que destruíram cerca de 80% dos prédios do centro e mataram centenas de pessoas. A cidade era considerada até então, a cidade mais inglesa fora da Inglaterra. Agora ela está sendo inteiramente reconstruída.
Pude visitar o Quake City, museu sobre os terremotos, além dos memoriais que fizeram em homenagem às vítimas. Também visitei o centro da cidade e outros museus que estavam abertos naquele dia. Minha jornada pela Ilha Sul chegava ao fim. No dia seguinte, eu peguei um voo pra Auckland, para a segunda parte dessa viagem, na Ilha Norte.


Confiram agora a segunda parte deste post, com o tour na Ilha Norte: Mochilão Na Nova Zelândia (pt. 2): O Que Fazer Na Ilha Norte


Elton Dias é formado em Business Intelligence e curte viajar sempre que possível. Aprecia tudo que envolve criatividade, seja em música, cinema ou jogos. Acha difícil escolher um lugar preferido, mas provavelmente diria Nova Zelândia.


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